Arquivo mensal: fevereiro de 2015

Por que Heloísa? ensina-nos a repensar o conceito de deficiência

Cristiana Soares, mãe e autora de Por que Heloísa? conversou com a equipe do Tempo de Creche. Cristiana nos conta na sua forma objetiva e direta por que não ter medo de ter um aluno com deficiência em sala de aula.

Por que Heloisa

 

Tempo de Creche – Muitos professores têm receio em ter um aluno com deficiência em sala de aula, como você vê esta situação?

Cristiana – Acho que o principal é dizer a eles que, como qualquer outra, uma criança com deficiência é ÚNICA. Mesmo se compararmos duas com o mesmo tipo de deficiência. Cada uma tem uma história individualizada.

Portanto, a primeira coisa a se fazer é conhecer a criança. E isso só pode acontecer no dia a dia. Com calma, procurando ter a mente aberta e procurar ver a criança antes da deficiência dela. Continue lendo..

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O que a criança faz a cada etapa do desenvolvimento

Entender como o mundo funciona!
É o que mobiliza toda criança, desde o dia em que nasce. Por isso são curiosas e, para isso, estão determinadas!
 
 
Experimentando
 
  

Movimento 1Por meio da brincadeira, utilizando todas as ferramentas que estiverem a sua disposição, é que elas observam, exploram, manipulam, organizam e experimentam sentimentos, situações e objetos.

Sabemos que cada criança e sua historia são únicas. Deste modo, as tabelas publicadas a seguir apresentam apenas de modo geral um resumo do que a crianças é capaz de fazer a cada etapa do desenvolvimento. Lembramos que suas peculiaridades e interesses devem ser respeitados. É nas situações de brincadeira, encaradas como muito mais que apenas diversão, que os adultos (pais e professores) encontram uma das formas mais importantes de estimular seu desenvolvimento e participar de suas descobertas e construir conhecimentos.

Um cuidado especial deve ser dado ao ambiente!

Sua organização e os materiais oferecidos devem ser seguros para que a criança possa explorar com liberdade, observar e, assim, permitir que realize suas conquistas por conta própria, seguindo suas preferências, favorecendo sua autonomia. Continue lendo..

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Adaptação: ansiedades e possibilidades

Frato meninaReunimos pensamentos de diversos profissionais e temas relacionados ao período de adaptação das crianças a ambientes desconhecidos, entre eles, a creche e o início do ano letivo. Essa é uma situação que geralmente perdura um mês, gerando ansiedades e angústias de todos os lados: professores, pais e crianças. Mas também é uma questão pensada e estudada. Conhecer as diversas visões sobre o assunto pode transformar o medo do desconhecido num primeiro passo para atravessamos a porta de entrada!

Balão numero 1O primeiro passo na visão de alguns estudiosos

“O momento de visita de uma criança a um local [museu] é inaugural, ou seja, ao mesmo tempo, inaugura um novo lugar e inaugura um novo você”.
Coordenadora do Núcleo de Ação Educativa da Pinacoteca, Mila Chiovatto, em depoimento para o Bolg Tempo de Creche (“É preciso olhar o mundo com olhos de criança”. Henri Matisse) 

“Temos que ter o maior cuidado com este primeiro encontro [da criança com o local/museu], o tempo inaugural. É preciso ter profissionais cuidadores do tempo inaugural. É o futuro que está sendo construído. É uma alta responsabilidade”
Luiz Guilherme Vergara, educador, curador e atualmente diretor do Museu de Arte Contemporânea de Niterói, em depoimento para o Blog Tempo de Creche (“É preciso olhar o mundo com olhos de criança”. Henri Matisse) 

 A creche é uma espécie de segunda casa das crianças. Elas vão passar boa parte de seu dia neste ambiente. Na realidade, é o primeiro de uma sequência de lugares educativos, se entendermos a creche como a porta de entrada da vida escolar. Continue lendo..

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Educação de 0 aos 3 anos: contribuições de Emmi Pikler

A especialista em Educação Infantil Suzana Soares vai aprofundar a relação bebê – educador na Abordagem Pikler-Lóczy a partir de março no curso oferecido pela CONVERSO Assessoria.  Tempo de Creche foi conversar com Suzana para compreender melhor os aprendizados do bebê nos primeiros anos com esta abordagem.

Cenas do filme

“Enquanto aprende a contorcer o abdômen, rolar, rastejar, sentar, ficar de pé e andar, (o bebê) não apenas está aprendendo aqueles movimentos como também o seu modo de aprendizado. Ele aprende a fazer algo por si próprio, aprende a ser interessado, a tentar, a experimentar. Ele aprende a superar dificuldades. Ele passa a conhecer a alegria e a satisfação derivadas desse sucesso, o resultado de sua paciência e persistência.”

O que o seu bebê já consegue fazer?  (What can your baby do already?), Emmi Pilker, Hungria / 1940

Tempo de Creche  – Vamos iniciar a nossa conversa perguntando, quais são os principais aspectos desta abordagem?

Suzana – Há dois aspectos fundamentais na Abordagem Pikler-Lóczy. Um deles é a valorização do vínculo entre bebê e educadora (ou mãe) e o outro é o brincar livre. Depois de ser nutrido emocionalmente com uma interação profunda, o bebê fica em um local confortável e seguro, no chão sobre madeira ou tecidos, junto com outros bebês, para que se relacione com eles e com objetos lúdicos e pesquise, por ele mesmo, as maneiras possíveis de movimentação. Os educadores observam e atuam quando necessário. Continue lendo..

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“É preciso olhar o mundo com olhos de criança”. Henri Matisse

Logo do Espaço NAEO Núcleo de Ação Educativa da Pinacoteca de São Paulo inaugurou no último domingo, 25/01/15, um novo espaço voltado para ações educativas.  Estudado e construído com um olhar multiuso, o Espaço NAE possibilita atividades poéticas do educativo do museu com o público em geral, inclusive o infantil e também encontra/se voltado para a formação de educadores. A inauguração do Espaço NAE contou com a participação de Luiz Guilherme Vergara, educador, curador e atualmente diretor do Museu de Arte Contemporânea de Niterói e dos conectores platônicos: artistas educadores do MAC que desenvolveram atividades de reflexão sobre as possibilidades educativas dos espaços culturais.

Vergara com paralepipidoDurante o encontro, Vergara abordou o desafio do trabalho dos educadores diante dos movimentos de sentir para perceber, correlacionando o mundo das ideias e possibilidades à necessidade do momento. Ao trabalhar com um paralelepipedo, ele propos aos participantes sentirem as “mil palavras contidas nesta pedra filosofal”. Esta proposta nos incentiva a pensar como em cada objeto existem múltiplos significados e como cada palavra pode nos levar a mil pensamentos. Esta multiplicidade de sentidos se dá para cada um de nós, mas também em somatória, ou seja, para todos nós! Assim proporciona um exercício de construção coletiva de sentidos. Continue lendo..

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