Arquivo mensal: novembro de 2015

Palavra de… Bia Nogueira, atelierista

Bia Nogueira, atelierista da Escola Primeira, SP, dá a sua receita para realizar uma mostra que coloca a aprendizagem e a estética em destaque.

Tempo de Creche – Qual a importância de um evento como este?
Projeto Cores e Tons - Escola PrimeiraBia – A escola trabalha por projetos e a mostra cultural dá visibilidade a eles. Os projetos vão acontecendo durante o ano. Às vezes acontece de mudar o tema, mas existe uma linha condutora que vem do que as crianças trazem. Estes aspectos vão sedo trabalhados com os educadores, a partir de pequenos momentos que vão aparecendo nas salas durante o ano. Tudo devagarzinho, porque é uma construção longa. A Mostra Cultural dá uma dimensão aos projetos, uma espécie de conclusão por meio de outra vivência, pois quando os trabalhos estão montados numa mostra, a experiência é outra. Não é só apresentar o que foi feito, é recriar o que foi vivenciado, destacando os aspectos mais significativo ao longo do processo e, além disso, potencializar em uma experiência que pode ser compartilhada com os funcionários, com a família e com as crianças da escola, porque elas vão vir para a mostra e viver coisas que são familiares a elas de uma outra forma. Continue lendo..

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Formação de professores: a relação entre a teoria e a prática pedagógica é possível

A inquietação de uma leitora nos mobilizou a buscar pensamentos e opiniões de estudiosos sobre a Formação de Professores. Ela comenta que há um abismo entre a teoria e a prática pedagógica, difícil de ser enfrentado. Esse sentimento, às vezes, pode paralisar o educador que passa a repetir apenas o que já experimentou ou conhece.

Grupo de estudos pb

Nos documentos oficiais e, geralmente, nas propostas pedagógicas das instituições de Educação Infantil, é possível analisar a visão de criança, suas capacidades e como ela aprende. Mas sabemos que as práticas educativas não são homogêneas, mesmo a partir dos avanços legais e dos estudos atuais sobre a infância. As metodologias partem de diferentes concepções teóricas sobre educação, criança, desenvolvimento cognitivo, linguagem, a cultura e a própria sociedade[1]. Destas definições deriva o papel de educador, sua capacitação e seus saberes. Continue lendo..

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Arte, cultura, expressão e a Base Comum Curricular

A Arte faz a comunicação onde não existem as palavras.
O desenvolvimento social, emocional e cultural de crianças se transforma com o impacto das experiências artísticas.
O que a Base Nacional Comum Curricular fala sobre isso?

Segundo artigo do MOCHA (Museum of Children’s Art – Califórnia, EU), arte na educação infantil é essencial. Ela serve como primeira língua, preparando o terreno para falar, ler e escrever. As experiências artísticas impactam o desenvolvimento social, emocional e físico de crianças de 0 a 5 anos.

Ao envolver as crianças em ambientes e propostas artísticas, contribuímos com a promoção do desenvolvimento do senso estético, da criatividade, motricidade e cognição.

Obras - Tarsila Miro Carlos Cruz-Diez

Campo de experiências experimentação de artes visuaisO texto da versão provisória da Base (BNCC) aponta para a o contato com as culturas locais e de outros países, exploração de materiais, recursos tecnológicos e de multimídias, e a realização de produções prazerosas e inventivas com gestos, sons, traços, danças, mímicas, encenações, canções, desenhos, modelagens, para desenvolver a sensibilidade das crianças.

Aproximar a Arte como conteúdo e ferramenta da educação de crianças pequenas vem sendo apoiada em práticas por todo o mundo e no Brasil. Muitos estudos ratificam a percepção de que Arte, cultura e expressividade contribuem de maneira fundamental no desenvolvimento infantil. seta horizontalDestacamos 16 razões que apoiam esse pensamento: Continue lendo..

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Planejamento 2016: direções e caminhos

Como pensar nos aspectos mais importantes do planejamento anual para não esquecer o fundamental? Alguma dica ou roteiro? É hora do Planejamento 2016!

planejamento 2016

Três princípios devem guiar o projeto pedagógico da unidade de Educação Infantil:

  • éticos (autonomia, responsabilidade, solidariedade, respeito ao bem-comum, ao meio ambiente e às diferentes culturas, identidades e singularidades);
  • políticos (direitos de cidadania, exercício da criticidade, respeito à ordem democrática);
  • estéticos (sensibilidade, criatividade, ludicidade, liberdade de expressão nas diferentes manifestações artísticas e culturais).
    (Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Infantil )

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Base Nacional Comum Curricular: a criança como protagonista

Esta galeria contém 2 fotos.

Vamos refletir sobre mais uma questão levantada no texto provisório da Base Comum: o PROTAGONISMO da criança. Leia a matéria e responda à enquete contribuindo com a sua visão. Continue lendo

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Uma proposta para toda a creche: rodízio de contação de história

Já pensou em planejar uma contação de história especial e sua turma receber cinco histórias diferentes?
Já pensou em elaborar uma contação de história especial e realizá-la cinco vezes?
Um CEI de São Paulo criou uma tarde incrível de contação de histórias para todas as suas crianças!

Numa tarde de outubro, as crianças das cinco turmas do CEI Nossa Turma acordaram, tomaram o leite e desfrutaram de uma contação de histórias peculiar.

Rodizio de histórias CEI Nossa Turma - professora LuanaNum canto de leitura acolhedor, organizado na sala enquanto dormiam, ouviram uma história contada pelos seus professores. No final da aventura literária, um dos professores escapou da sala e outro, de outra turma, veio se chegando. Sutilmente, outros dois professores começaram uma nova contação de história. Que delícia!

Nessa tarde inusitada, os cinco grupos da Nossa Turma ouviram cinco histórias diferentes, preparadas e contadas com dedicação especial. Equipe e crianças disfrutaram de literatura, diversas maneiras de ouvir histórias e novas relações.

Rodizio de histórias CEI Nossa Turma - professora AnaConversamos com a coordenadora pedagógica, Maria Martha Novaes dos Santos, para conhecer mais sobre essa proposta. Continue lendo..

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Base Nacional Comum Curricular: uma referência prática? Você decide!

BNCVocê conhece e utiliza os documentos referenciais e orientações curriculares na sua prática? Já ouviu falar da Base Nacional Comum Curricular?

O PNE – Plano Nacional de Educação prevê a elaboração de (mais!) um documento orientador para as práticas da escola: a Base Nacional Comum Curricular, em processo de tramitação no congresso.

Nesse documento, profissionais especialistas e interferências da sociedade pretendem construir coletivamente os “direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento dos alunos”.

O material foi elaborado com uma dinâmica fácil de ser percebida: 6 direitos de aprendizagem na Educação Infantil são reconhecidos como objetivos de aprendizagem a serem implementados em 5 campos de experiência. Nessa abordagem o professor tem 30 dimensões a serem trabalhadas com as crianças de 0 a 6 anos. Veja a tabela abaixo. Continue lendo..

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Palavra de… Edith Derdyk: o desenho do gesto e dos traços sensíveis

Edith Derdyk nos fala do novo olhar para o desenho da criança no contexto da arte contemporânea: o desenho que ultrapassa barreiras de modelos e normas formais para contar sobre as sensações e gestos de quem os produz.

Tanto em suas palavras como em seus trabalhos, a linha marca a pesquisa na arte de Edith Derdyk e nos convida a brincar com nosso olhar e gesto.
VIÉS – DVDteca Arte na Escola

Tempo de Creche – O que o desenho conta sobre a criança?

Edith – O desenho é linguagem que atravessa todos os tempos – das cavernas à informática – sempre esteve presente na História da Civilização. E, de todas as linguagens, é a mais antiga. Tal como a pantomima*, são linguagens nascentes.O desenho é linguagem inata: toda a criança, de qualquer tempo e lugar, desenha. Toda criança possui intimidade com o desenho como ponte de investigação, expressão e comunicação com o mundo. Existe uma proximidade imensa e natural entre o ato de desenhar e a ação corporal mais do que com o quê a criança deseja ou pensa em “representar”. Num primeiro momento do desenvolvimento da aquisição da linguagem do desenho, a criança é verdadeiramente o seu gesto, o seu traço, o seu movimento e o desenho é resultante desta ação, registrando o percurso do movimento do corpo no espaço do papel, na parede, em qualquer superfície.

desenho final

Seguindo por esta trilha de investigação, talvez possamos refletir um pouco mais sobre como a criança desenha e menos com o quê o desenho conta sobre o que a criança é! Esta diferença entre “como a criança desenha” e “sobre o quê ela desenha” ou “o quê o desenho conta sobre a criança” são limites sutis e avassaladores, pois o modo como se desenha revela qual o modelo de desenho que nos habita. E cada modelo de desenho traz, consigo, um conjunto de conceitos, ideias, atitudes e procedimentos. Talvez pudéssemos inverter a pergunta e enunciar que o sujeito que desenha – seja criança, seja adulto – , é quem reinventa o que um desenho é e pode ser!
[*pantomima = mímica] Continue lendo..

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Um relato sobre relações e aprendizados na prática de Reggio Emilia

livro Tornando visível a aprendizagemRegistro e Documentação Pedagógica são ferramentas imprescindíveis para dar contorno ao trabalho pedagógico desenvolvido em Reggio Emilia. Diversos relatos publicados em livros podem ilustrar a forma como as equipes pedagógicas realizam suas práticas, os registros e as reflexões provenientes da análise desses materiais. Destacamos um relato do capítulo Uma mensagem de grupo, extraído do livro Tornando visível a aprendizagem: crianças que aprendem individualmente e em grupo  para aprofundar o olhar sobre as relações, as conquistas de um grupo de crianças e de sua professora.

Numa das escolas de Reggio Emilia é desenvolvido um projeto permanente de Caixas de Correspondência (ou de comunicação à distância). Todos participam: crianças, professoras, atelieristas e cozinheiras. São caixas individuais, uma para cada criança e profissional da equipe. Continue lendo..

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