Arquivo mensal: abril de 2018

Tabelas, percursos reflexivos e instrumentos: conheça a organização dos conteúdos do livro do Tempo de Creche

O livro Educação Infantil: um mundo de janelas abertas foi escrito a partir das interações dos leitores do Tempo de Creche com o site e o Facebook. A estrutura do livro, as fotos, a fundamentação, os depoimentos dos parceiros e as situações práticas foram pensadas para contemplar dúvidas, necessidades e reflexões expressadas pela comunidade de leitores.

Assim, o “jeitão” do blog está no livro! Sem caminhos facilitados por receitas e fórmulas prontas de atuação, mas com pensamentos, dicas, repertório, provocações… e as nossas tabelas com conteúdos organizadores, sugestões de instrumentos para planejar, observar e refletir e muitas perguntas para trazer a prática do leitor para a “conversa”.

preview Educação Infantil um mundo de janelas abertas 1

Educação Infantil: um mundo de janelas abertas é um instrumento vivo para o professor ler, reler, argumentar consigo e com os colegas, copiar, recriar e usar.

— • — • — • — • — • — • — • — • — • — • — • — • — • — 
ACESSSE A LOJA VIRTUAL DA EDITORA PARA ADQUIRIR O LIVRO COM O DESCONTO DE PRÉ-LANÇAMENTO: de R$ 99,00 por R$ 59,40.

loja.edelbra.com.br
— • — • — • — • — • — • — • — • — • — • — • — • — • — 

Postado em Chamadas no Facebook | Tags , , , , , , | 12 Comentários

Tabelas, percursos reflexivos e instrumentos organizadores: conheça a organização dos conteúdos do livro do Tempo de Creche

O livro Educação Infantil: um mundo de janelas abertas foi escrito a partir das interações dos leitores do Tempo de Creche com o site e o Facebook. A estrutura do livro, as fotos, a fundamentação, os depoimentos dos parceiros e as situações práticas foram pensadas para contemplar dúvidas, necessidades e reflexões expressadas pela comunidade de leitores.

Assim, o “jeitão” do blog está no livro! Sem caminhos facilitados por receitas e fórmulas prontas de atuação, mas com pensamentos, dicas, repertório, provocações… e as nossas tabelas com conteúdos organizadores, sugestões de instrumentos para planejar, observar e refletir e muitas perguntas para trazer a prática do leitor para a “conversa”.

preview Educação Infantil um mundo de janelas abertas 2

 

Educação Infantil: um mundo de janelas abertas é um instrumento vivo para o professor ler, reler, argumentar consigo e com os colegas, copiar, recriar e usar.

— • — • — • — • — • — • — • — • — • — • — • — • — • — 
ACESSSE A LOJA VIRTUAL DA EDITORA PARA ADQUIRIR O LIVRO COM O DESCONTO DE PRÉ-LANÇAMENTO: de R$ 99,00 por R$ 59,40.

loja.edelbra.com.br
— • — • — • — • — • — • — • — • — • — • — • — • — • — 

 

Postado em Chamadas no Facebook | Tags , , , , , , | 2 Comentários

Objetos potentes e elementos da natureza para brincar e aprender

Que as crianças precisam de natureza, ninguém duvida! Levar um pouco de natureza para a sala enriquece a pesquisa e a brincadeira com elementos potentes.
Acompanhe o trabalho da professora Neuza e da coordenadora Silvana do CEI Santa Marina, SP, com a turma de pequenos investigadores de três anos.

Atividade objetos potentes 3

As professoras de três creches de São Paulo estão pesquisando o envolvimento das crianças pequenas com “objetos potentes”, tema da formação que estamos desenvolvendo com o apoio do Impaes* neste semestre.

Objetos potentes são materiais que não vêm com “instrução de uso”. Eles desafiam a criança a mobilizar a criatividade e a imaginação para construir significados.

As sucatas são um bom exemplo dessa potência. Também as caixas que se prestam a uma infinidade de brincadeiras, os utensílios de cozinha, os tecidos e as folhas, flores e gravetos que se transformam em saborosas comidinhas.

Já os brinquedos prontos “prescrevem” um manuseio, indicam como podem ser usados e  limitam a criatividade.

No percurso da formação das equipes, a Neuza resolveu planejar uma sequência didática a partir do interesse da turma pelos tesouros encontrados no caminho do parque para a sala. Se os pequenos gostam de coletar, vamos trabalhar essa coleta!

Saíram para o parque munidos de sacolinhas e afinaram o olhar para encontrar elementos interessantes: pedras pequenas e grandes, lisas e ásperas, brancas e marrons; “pauzinhos” que foram chamados pelo nome de “gravetos” e galhos”; folhas verdes e amarelas, que sinalizam o outono; vagens; sementes e um “coração de bananeira” – uma raridade caída no chão do parque. Depois do exercício, parece que os olhos das crianças aprenderam a observar o caminho com cuidado e interesse: olha o que eu achei, prô!

As sacolas voltaram repletas para a sala e foram guardadas com cuidado para serem utilizadas em outra proposta.

No dia seguinte, com a ajuda da coordenadora Silvana, Neuza separou as lupas e os elementos coletados, classificando-os para dispor sobre as mesas colocadas no pátio ensolarado. Com a brincadeira arrumada, convidou as crianças que reconheceram o material.

Atividade objetos potentes 1

A organização do espaço propositor pareceu contar para os pequenos que era hora de observar e pesquisar os materiais de perto. Minuciosamente olharam através da lupa, ora mirando os materiais, ora mirando os colegas e as partes do corpo.

Atividade objetos potentes 2Uma menina examinava atentamente as pequenas pedrinhas de brita. Percebendo o esforço da colega, outra menina segurou a lupa sobre as pedrinhas para colaborar com a amiga. Uma formiguinha deu o ar da graça e foi seguida por alguns pequenos. Mas a grande sensação foi o “coração da bananeira”, manuseado e revirado por muitos interessados: cuidado! A prô disse que esse é o coração da árvore!

Até que um menino resolveu retirar as grandes pétalas dessa incrível flor e descobrir que ela abrigava bananas pequeninas. Que descoberta! Professora, coordenadora e crianças ficaram maravilhadas! Foram encontradas bananinhas em miniatura dentro da flor-coração. Posso comer? disse um dos pequenos. Neuza respondeu que banana verde pode ter gosto ruim. Mesmo com o cheiro de fruta verde, a tentação foi grande.

Atividade objetos potentes 4

A professora registrou os acontecimentos, as falas e descobertas das crianças em seu caderno, além das próprias descobertas com a prática. A coordenadora fotografou e filmou a atividade, procurando registrar os detalhes da organização dos espaços e materiais e também os momentos de pesquisa das crianças. Depois, refletiram em conjunto.

A natureza convidou crianças e educadores e mostrou um caminho frutífero para pesquisar… quem falou em “fruta”?
Ahhh! Fruta também faz parte desse universo natural e a equipe aproveitou os avanços das pesquisas das crianças para investigar as frutas do dia a dia.
Essa trilha está só começando… e fica para outra postagem!

PARA SABER MAIS…

 A prática comentada nesta postagem aconteceu no CEI Santa Marina, do Instituto Rogacionista, São Paulo. A professora é a Neuza Marlene da S. Avelar e a coordenadora é a Silvana Barbosa de Moura.

→ * O Impaes – Instituto Minide Pedroso de Arte e Educação Social propõe um novo e avançado formato de responsabilidade social no Brasil. O Instituto propõe beneficiar iniciativas que tenham como meta a capacitação de educadores na área da arte, visando efeito multiplicador em todas as suas ações sempre voltadas à formação de crianças, jovens e adultos, em comunidades de baixa renda. Por meio do Programa Desafios Impaes 2017, o instituto apoia projetos de formação de dois anos voltados a professores e gestores de creches de São Paulo, num dos quais atuamos como formadoras. O Projeto Afinal, o que é arte na Educação Infantil? trabalha com os CEIs Nossa Turma, Anibal Difrancia e Santa Marina, com monitoramento do CENPEC.

Leia mais sobre esse tema nas postagens:

Postado em Criança e Natureza, Planejamentos e Atividades | Tags , , , | 3 Comentários

Que tal espiar o livro “Educação Infantil: um mundo de janelas abertas”?

Quais dúvidas surgem no dia a dia do trabalho na Educação Infantil?
Como contribuir com a aprendizagem das crianças pequenas, curiosas, inquietas e brincantes?
Qual o território ideal para educar os pequenos? Como integrar cultura e natureza na Educação Infantil?
O que o professor da Educação Infantil tem buscado para alimentar sua formação?

chamada capitulos livro Janela

Estes e muitos outros questionamentos, levantados em práticas formativas com educadores da primeira infância e no diálogo com os milhares de leitores do Blog Tempo de Creche, estão no livro Educação Infantil: um mundo de janelas abertas

Os assuntos estão desenvolvidos em três grandes capítulos que conversam entre si:

 

  • Criança: que ser é esse?

preview Educação Infantil um mundo de janelas abertas 3
O capítulo leva o leitor a pensar na brincadeira como linguagem da criança, que, provocada pela curiosidade, pensa, levanta hipóteses, se expressa, vive experiências emBNCC.

  • Território: cultura e natureza

preview Educação Infantil um mundo de janelas abertas 4
O capítulo aborda os cenários da infância e da educação. A escola, na busca constante para alimentar, acompanhar e instigar os conhecimentos que podem ser construídos, não pode ser fechada em si, porque o universo é amplo, dialógico, a cultura é viva e os ambientes de natureza são fontes inesgotáveis de inspiração e aprendizagem. Cultura e natureza são pilares da identidade. São berço e nutrição.

  • Professor: estudioso e aprendiz da prática

preview Educação Infantil um mundo de janelas abertas 5
O último capítulo organiza o pensar e o fazer docente para educar crianças pequenas com um olhar voltado à singularidade, ao grupo e à reflexão sobre a prática.

Educação Infantil: um mundo de janelas abertas propõe uma jornada reflexiva rumo à prática autoral.

 

Postado em Chamadas no Facebook | Tags , , , , | 11 Comentários

Hora do parque é hora de quê?

O que a hora do parque representa para as crianças?
E para os professores?

Vamos começar pelos pequenos

O parque é um dos diversos espaços da escola que devem ser ocupados pelas crianças. Mas o parque é especial… talvez mais importante do que a própria sala!

Na área externa, de preferência grande, ensolarada e “decorada” pela natureza, as crianças desfrutam um ambiente arejado; amplo o suficiente para experimentar os grandes gestos do corpo; pesquisam e coletam galhos, pedras, plantas, bichinhos e outros tesouros; se juntam aos colegas e também encontram cantinhos secretos; colocam em ação incríveis enredos de faz de conta… enfim, vivem a infância no melhor cenário!
a hora do parque 1

Se perguntássemos agora, qual cena da sua infância vem primeiro à mente, para grande parte dos leitores o espaço que abriga a lembrança é o externo. Somos marcados por quintais, jardins, parques, sítios, praias e matas. Nesse sentido, os educadores percebem a importância desses espaços para suas crianças, mas nem sempre priorizam e se preparam para dedicar diariamente longos períodos às áreas externas.

a hora do parque 4Por que isso ocorre?
Porque fomos formados em escolas de paredes! Apesar de perceber os ganhos para as crianças, nossa memória corporal nos projeta para as salas de aula e acabamos reproduzindo nossa história com as crianças.

Recebemos inúmeras mensagens de professores pedindo orientação à respeito de turminhas de 1, 2, 3, 4 ou 5 anos “muito agressivas”. Pergunto-me se estas crianças são alimentadas pela vitamina “sol-espaço-movimento”!

Até aqui pensamos sobre o valor destas áreas na rotina dos pequenos (e na nossa também!). Agora vamos pensar no professor

Pergunto: sair para o parque todos os dias e garantir a segurança dos pequenos é suficiente?
É importante mas não é suficiente.

a hora do parque 3O parque da escola faz parte de um espaço FORMAL de educação. Ele não é a pracinha perto de casa que a criança frequenta com a família!

A hora do parque é um território fundamental para o desenvolvimento de diversas habilidades e aprendizagens e, por isso, não há lugar para espontaneísmo pedagógico. É impensável ocupar esse tempo precioso das crianças batendo-papo com o colega e colocando o Facebook, o WhatsApp e os e-mails em dia.

A hora do parque na escola é educativa… necessita planejamento, observação, intervenção, registro e reflexão:

  • Do que as crianças estão brincando no momento do parque?
  • O que posso levar para que as brincadeiras se ampliem e se aprofundem? (materiais)
  • Como posso organizar o espaços do parque para provocar a curiosidade e as explorações? (espaço propositor)
  • O que posso fazer para instigar, levantar problemas e desafiar as crianças a pensarem nas resoluções? (intervenções)
  • Quem e o que devo observar no momento de parque? Quais questões são importantes para registrar? (pauta do olhar e registro)
  • Com base nas observações e registros, quais materiais e intervenções posso organizar para a próxima saída ao parque? Quando devo me afastar e observar (dar espaço) e quando devo intervir?

a hora do parque 2

Então, o professor deve estar sempre encabeçando as propostas do grupo, se colocando, intervindo, mediando etc. etc. etc.?

Os pequenos podem experimentar uma maior autonomia na hora do parque. O professor pode assumir uma postura acolhedora e menos diretiva, que favoreça a organização autônoma dos grupos em torno de interesses próprios. É só fazer uma escuta para os desejos e necessidades das crianças e balancear os usos desse espaço privilegiado… assim como estamos habituados a pensar no espaço da sala!

a hora do parque 5

♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦

PARA SABER MAIS…

Leia mais sobre esse tema nas postagens:

 

 

Postado em Planejamentos e Atividades, Postura do Professor, Tempo, Espaço e Materiais | Tags , , , , | 1 Comentário

Conheça o livro Educação Infantil: um mundo de janelas abertas

Educação Infantil: um mundo de janelas abertas coloca em prática os mesmos pressupostos que reivindica para uma educação infantil de qualidade: valorização do diálogo, da pesquisa, da experiência e também da cultura e do ambiente nos quais a escola está inserida.

1a chamada lançamento livro JanelaO livro Educação Infantil: um mundo de janelas abertas é resultado das nossas trajetórias como formadoras de educadores infantis e também do conhecimento produzido de forma compartilhada no Tempo de Creche, um espaço de fundamentação e de diálogo, no qual a comunidade educacional interage com as publicações, partilhando opiniões e dúvidas.

capa livro educação infantil um mundo de janelas abertas bx

Conteúdos provocativos para auxiliar o dia a dia dos profissionais da Educação Infantil podem ser encontrados no livro. Textos, imagens sobre a prática, quadros organizadores e percursos reflexivos sugerem caminhos para o professor pensar, planejar, desenvolver a ação pedagógica, refletir, documentar, alicerçar seus avanços e construir um trabalho autoral.

São janelas abertas para dialogar com o que já se sabe, com o que não se sabe e com o que precisa ser repensado. Ilustrado com imagens que mostram o cotidiano de escolas espalhadas pelo Brasil, o livro apresenta uma proposta de Educação Infantil que tem a criança como sujeito e cidadão, a natureza como território e o professor como estudioso e aprendiz.

 

 

Postado em Chamadas no Facebook | Tags , , , , | 42 Comentários

Brincando com as culturas indígenas

Estamos em abril e no dia 19 deste mês comemora-se o Dia do Índio.

Por quê?                   Para que?                       Como?                         Quando?

Podemos pensar um pouco mais no que esta data e a cultura indígena representam.

Yanomami 6

*Curumim: palavra de origem tupi que significa criança. 

  • Que tipo de informação queremos transmitir para as crianças?
  • O que elas entendem?
  • O que sabemos sobre essas pessoas que vivem neste mesmo lugar, que chamamos de Brasil?
  • Como é o indígena brasileiro?
  • Quais são suas crenças? 
  • Como é sua cultura?
  • Como brincam?

Estas são algumas das perguntas que nos fazemos sempre que o Dia do Índio se aproxima. Hoje, o que sabemos deles é o que a televisão nos conta e muitas vezes o foco das matérias não são as crenças e as culturas indígenas. Algumas regiões, pela proximidade com as aldeias, possuem um contato e uma convivência maior.

Mas, pensando nas nossas crianças da Educação Infantil, como selecionar conteúdos que sejam significativos e provoquem o interesse e o conhecimento delas em relação a estas culturas tão ricas e tão próximas e desconhecidas… Como brincar com estas ideias e outros modos de ver o mundo?

O importante é se preparar para aproveitar as diferentes possibilidades que podem ser desenvolvidas com  o tema: cultura e hábitos, alimentos e moradia, locais em que vivem, brinquedos e brincadeiras etc.

pintura corporal

Vamos, nesta postagem, nos ater aos aspectos da  pintura corporal, uma das características e costume que é mais notada, nas imagens divulgadas.

Você já se pintou como os índios?

Para começar a conversa! 

Selecione várias imagens de crianças indígenas com as pinturas e introduza na Roda de Conversa para saber o que suas crianças pensam e conhecem.

Pergunte o que estão vendo nas imagens e comente o que você também vê. Mostre os enfeites, as cores e o trabalho de pintura.

Para desenvolver uma atividade

Se o grupo demonstrou interesse e curiosidade, com a tinta já própria para pintar o rosto, proponha que experimentem, em frente ao espelho,  e permita que explorem as diversas possibilidades, pintar tudo, fazer ricos, como viram nas imagens (que poderão estar disponíveis para “consulta” em local acessível) … veja as cores e formas geralmente utilizadas pelos indígenas brasileiros nos itens abaixo.

Não esqueça de registrar toda  o desenvolvimento da proposta para ter o material do trabalho realizado!

Conhecendo as pinturas corporais

Por seu convívio com a natureza, muitos povos indígenas usam as formas que eles identificam na flora (plantas) e na fauna (animais) para pintarem seu corpo. O mais usual é a repetição de pequenas formas. Este é um aprendizado que os índios fazem desde pequenos. Cada grupo tem um tipo de desenho a partir de seus rituais e crença.

Yanomami 1Por exemplo: a cobra para os Yanomami, povos que habitam o norte do Amazonas, é uma linha sinuosa e a onça pintada, uma sequência de pintinhas.

Yanomami 2As estrelas para os Yanomami é uma sequência de pequenas cruzes que eles pintam no rosto. O mesmo céu para os índios das tribos Tucano, ao longo do rio Negro, é representado por uma fileira de pontos. Para eles, estas fileiras verticais representam via láctea que é imaginada como um rio celestial.

solSol – Símbolo que representa como o principio fertilizador

Nas escolas as crianças indígenas aprendem cada uma destas representações e quando elas devem ser usadas. Mas as pinturas nas crianças são feitas pelas mulheres e tem um significado de carinho com seus filhos, ao passarem horas nesta atividade.

crianças Yanomamis

As comunidades indígenas vão se diferenciando uma das outras pela forma e pela repetição de como utilizam basicamente dois elementos: o traço (wahirê) e o círculo (doí). (Tradução na cultura dos Xarentes, povos que habitam em torno do rio Tocantins, Estado do Tocantins). Você pode observar na foto acima no rosto dos meninos indígenas ianomâmis.

 Uma curiosidade!

Para os indígenas, as tintas para estas pinturas também vêm da natureza. Por isso a maior parte das tribos brasileiras usa a cor vermelha, que é extraída da semente da fruta chamada urucum. Urucuzeiro é uma árvore de mais de 6 metros de altura com uma florada cor de rosa. Você sabia que usamos também para colorir nossa comida? É o colorau!

Conhecendo o urucum

O azul marinho, quase preto, é retirado do sumo do fruto ainda verde do jenipapo. Para os povos Guaranis, jenipapo significa fruta que serve para pintar. O jenipapo também é uma árvore alta comum no Amazonas e na mata Atlântica. A árvore do jenipapo é da família da árvore do café.

Conhecendo o Jenipapo

Conhecendo o calcário

A cor branca vem do calcário, uma rocha sedimentar.

Darcy Ribeiro, um dos antropólogos brasileiro, estudou muito o mundo indígena, diz que “é no corpo humano que o indígena encontra suporte por excelência de sua pintura, é a tela onde os índios mais pintam, e aquela que pintam com mais primor”.

Ampliando o olhar

Onde mais os índios usam as cores?

Os índios também pintam suas cerâmicas, as palhas para tecer objetos e as madeiras dos utilitários, como bonecos, cestos e remos.

Objetos

Sobre datas comemorativas, leia:

Para aprofundar as pesquisas …

O que sabemos e conhecemos pode ser aprofundado com pesquisa aos seguintes endereços eletrônicos, entre outros:

  • http://www.danielmunduruku.com.br/
  • http://blog-do-netuno.blogspot.com.br/2010/09/pinturas-indigenas-e-seus-significados.html
  • Museu do Índio – um museu de saberes e de rituais
  • http://www.museudoindio.gov.br/
Postado em Manifestações Culturais | Tags , , , , | Clique para deixar um comentário!

Para ser professor, basta o diploma?

Percorremos uma jornada de formação na faculdade. Atualizamos nossos conhecimentos por meio de cursos e palestras. Compramos alguns livros e lemos artigos em revistas especializadas e na internet… ainda assim parece que falta algo! Parece que nada disso dialoga com a prática! O que acontece?

Atualmente, a formação do professor é considerada uma disciplina de estudo especializado e uma área de pesquisa estratégica. Diversos países investem nesse tema porque julgam ser prioritário pensar sobre a qualidade do ensino praticado pelos professores ao longo de suas carreiras.

O que isso quer dizer exatamente?
Para qualquer profissional cuja carreira dependa das habilidades intelectuais, é fundamental que a formação se estenda por toda a vida.
Até aí, nada de novo.

O que tem despontado nas pesquisas a respeito da formação continuada do professor, é a importância da REFLEXÃO como estratégia de auto-formação.

É crença de diversos estudiosos e especialistas que a formação do professor se completa com a sua prática. Isso quer dizer que sem colocar a mão na massa não há formação que dê conta de preparar um professor para um trabalho qualificado.

O educador americano Herbert Kohl diz que a não ser que os professores assumam a responsabilidade de testar e elaborar teorias de educação, as teorias serão sempre feitas (e impostas!) pelos outros.

Então não é só frequentar uma faculdade, estudar, obter a graduação e, com a experiência prática, conquistar a satisfação de reconhecer-se como um bom professor?

Mais uma vez, não!

É nesse sentido que os pesquisadores têm apontado e necessidade de uma etapa formativa da carreira que NUNCA TERMINA: o exercício constante da reflexão sobre a própria prática.

Paulo Freire foi um defensor da reflexão crítica sobre a prática pedagógica. Para ele, (…) é pensando criticamente a prática de hoje ou de ontem que se pode melhorar a próxima prática. (FREIRE, 1996, p.43).

Continue lendo..

Postado em Coordenação e Gestão, Postura do Professor | Tags , , , | 2 Comentários

Como dizer NÃO para crianças pequenas?

Crianças nasceram com o gene da exploração! São pesquisadoras natas do mundo que as cerca e, aos poucos, vão tendo suas fronteiras ampliadas. No fuça, mexe, remexe, segura, transporta, tira e põe, os adultos ficam ansiosos, receosos pela segurança e não sabem como agir para estabelecer limites: não dá para abrir os armários da sala e tirar tudo de dentro, lidando com grupos de 18 crianças! Brincar de abrir e bater portas pode machucar!
O que fazer para interromper algumas dessas “investigações”? Como trabalhar os limites nessas situações?

PESQUISAS PERIGOSAS DE CRIANÇA

A casa, os ambientes da creche e, em especial, a sala, são o mundo das crianças. Isso significa que esses universos precisam ser explorados para serem totalmente reconhecidos. Paralelamente, controlar o ímpeto de pesquisa não é fácil e nem natural nessa faixa etária. Os impulsos ainda não conseguem ser freados pelos pequenos e, apesar dos alertas dos adultos capturarem a atenção, em poucos minutos eles estão de volta às portas, gavetas e armários!

O que fazer?

  1. Ter expectativas realistas com relação aos limites

Sabendo que a pesquisa e a exploração é natural da primeira infância, esses comportamentos não acontecem para deixar os adultos malucos!
Assim, é importante saber que os fuça-mexe vão se repetir muitas vezes, nos lugares mais diversos, sempre que a criança perceber que tem algo a descobrir. Outro aspecto dessa questão é levantado pela psicóloga Rosely Sayão. Ela acredita que as crianças estão sendo educadas sob o peso da superproteção, o que as desconecta da realidade. O excesso de zelo também dificulta o desenvolvimento da resiliência, a capacidade de resistir às adversidades.

  1. Observar o foco da pesquisa

Continue lendo..

Postado em Desenvolvimento Infantil, Postura do Professor | Tags , , , | Clique para deixar um comentário!