Arquivo mensal: agosto 2018

Wallon: teoria e prática dos estágios do desenvolvimento da criança

A experiência do professor embasa e qualifica sua ação.
Mas a teoria alicerça e fundamenta a experiência.
Na semana em que celebramos a Educação Infantil, preparamos tabelas organizadoras dos marcos do desenvolvimento das crianças, inspiradas nos estudos de Wallon.
A experiência prática do professor certamente contribuirá para uma leitura proveitosa e contextualizada da teoria do grande pensador francês, para embasar reflexões e planejamentos de atividades.

Henri Wallon, médico, filósofo e psicólogo francês, viveu de 1879 a 1962. Foi defensor do interacionismo, uma abordagem que entende que os indivíduos se desenvolvem a partir de suas características biológicas, em interação com o meio onde vivem (ambiente e pessoas). Autor da Teoria Psicogenética do Desenvolvimento, Wallon propõe uma série de estágios do desenvolvimento, que podem ajudar o professor a compreender os processos de aprendizagem das crianças e adiantar as possibilidades das fases posteriores. Para o pesquisador francês, os estágios não são etapas rigidamente estabelecidas, porque os conflitos internos e externos das crianças promovem reviravoltas que compõem os percursos individuais.

OS EIXOS DA TEORIA:

  • Os indivíduos são formados pela INTEGRAÇÃO do corpo com o ambiente.
  • São constituídos por uma parte afetiva, uma parte cognitiva e uma parte motora. TUDO INTEGRADO E MISTURADO!
  • As crianças se desenvolvem em estágios.

A partir desta faixa etária a criança ruma para diversos níveis de abstração até que possa classificar as vivências e aprendizagens em categorias. “A organização do mundo em categorias bem definidas possibilita uma compreensão mais nítida de si mesma”. (Mahoney e Almeida)

Ao identificar as características gerais de cada fase do desenvolvimento, o professor pode compreender e aceitar diversos comportamentos infantis como típicos e naturais e prever o que está por vir.

PARA SABER MAIS…

Bibliografia consultada:

Laurinda Ramalho de Almeida – Contribuição de Henri Wallon para o trabalho do coordenador pedagógico, no livro O coordenador pedagógico: provocações e possibilidades de atuação. Edições Loyola, 2012.

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GEP – grupo de estudos sobre projetos: uma trilha de aprendizagens do professor

A educadora, fundadora e coordenadora do Grupo de Estudos sobre Projetos/GEP, Alice Proença, promove o aprendizado de professores e coordenadores, por meio de grupos de estudos. No final de cada semestre, organiza uma exposição que revela as descobertas singulares dos participantes. Estruturado para desafiar o olhar dos educadores, refletir em grupo sobre práticas pedagógicas e promover estudos e discussões, os grupos são compostos por pessoas com diversas experiências profissionais: gestores, coordenadores, professores e estagiários. Neste final de semestre, os caminhos e os conhecimentos produzidos foram expressados no conceito COM-PAR-TRILHAR.

Este ano, o estudo capítulo a capítulo do livro Arte e Criatividade em Reggio Emilia, de Vea Vecchi, está sendo o guia dos trabalhos. É um percurso coletivo de conquista de saberes do grupo, de aprendizados individuais e de crescimento profissional, apresentados numa documentação voltada para a equipe pedagógica. Um processo de formação e crescimento dos alunos-professores pode ocorrer também na escola. Acompanhe a entrevista realizada com Alice e seus alunos, que têm um modelo enriquecedor de formação continuada para compartilhar. Continue lendo..

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