Arquivo mensal: janeiro 2019

Conheça o livro Práticas Comentadas para Inspirar

O livro Práticas Comentadas para Inspirar, aprovado e recomendado pelo MEC, apresenta uma série de atividades reais, levantadas em creches e escolas, em que crianças de 0 a 3 anos e 11 meses vivenciaram experiências em contextos diversos, contemplando diferentes campos de experiências.

Conforme descrevem as autoras, práticas pedagógicas descritas e comentadas pautaram os relatos do livro. Elas foram o resultado de uma rede singular de encontros – pessoas, saberes e histórias institucionais – apoiadas na crença de que a criança é um ser curioso, que explora, questiona e se encanta enquanto brinca e aprende.

Cada capítulo enfoca e aprofunda um aspecto do desenvolvimento da criança
na Educação Infantil:

O Capítulo 1 – Brincar para ser eu, interagir para conhecer o outro: identidade e subjetividade aborda a importância do olhar do professor nas atividades de cuidado, nas interações e na pesquisa, fundamentais no processo de construção da identidade e da subjetividade das crianças.

 

O Capítulo 2 –  Brincar com o que não é brinquedo enfoca a brincadeira como língua da criança e, consequentemente, como um dos eixos norteadores da prática pedagógica.

 O Capítulo 3 – O corpo: percurso para crescer fala dos movimentos, gestos expressivos, deslocamentos, posturas e manuseios no desenvolvimento motor e na construção da identidade e da autonomia com base na unidade corpo e mente.

O Capítulo 4 – Arte: cores, texturas e formas de sentir e falar com o mundo trata da apreciação e vivência da estética e dos gestos que imprimem marcas, seja na bidimensionalidade do desenho e das pinturas, seja na tridimensionalidade da modelagem e das construções.

O Capítulo 5 – Marcas e registros de vida: desenhos que contam trata da concepção ampla de desenho, da experiência corporal à projeção do grafismo, no sentido de fornecer ao professor elementos para “escutar” com mais apuro o processo vivido pela criança.

 

O Capítulo 6 – O som que me faz e as cantigas em que me narro aponta a presença da música desde o nascimento e os modos pelos quais se faz presente na brincadeira, na cultura, na linguagem e no território de aprendizagem.

O Capítulo 7 – Era uma vez… Conversas, histórias, narrativas e imaginação! revela que ler e conversar com bebês e crianças pequenas potencializa a oralidade e o letramento e alimenta a curiosidade e o desejo deles de conhecer mais o mundo.

O Capítulo 8 – Meus pensamentos, minha natureza, meu chão, meu tudo   fala da criança curiosa e pesquisadora e das experiências de exploração dos conceitos e das relações matemáticas e científicas em seu cotidiano, em especial, quando mergulha em ambientes de natureza.

O Capítulo 9 – Escola, famílias e comunidade: culturas que se entrelaçam trata da importância da parceria entre família e escola, que pode ser exercida por meio de pequenos gestos, de eventos institucionais e nas práticas pedagógicas. O trabalho referente à diversidade e o diálogo com as características de cada comunidade também são apontados como pilares fundamentais da Educação Infantil.

O Capítulo 10 – Tecidos pelas brincadeiras traz um repertório de brincadeiras tradicionais da infância e convida o professor a exercer seu papel de mediador e perpetuador dessa cultura.

 

O Capítulo 11 – Um professor que se aprende: reflexões sobre o fazer pedagógico convoca para uma conversa sobre a etapa da Educação Infantil. Apresenta o ciclo do “pensar pedagógico” do professor, que articula o “fazer pedagógico” ao planejamento e à reflexão, que atua como mediador e elabora a documentação pedagógica. Um ciclo virtuoso que se alimenta a cada volta.

Inúmeros registros fotográficos apoiam os textos, porque acreditamos que as imagens falam por si e podem aprofundar o entendimento dos leitores.

Ao final de cada capítulo, existe uma tabela com o resumo dos objetivos de aprendizagem e desenvolvimento (BNCC) trabalhados pelos professores que implementaram as práticas pedagógicas relatadas no livro.

 

Esperamos que o livro possa inspirar outras práticas em contextos únicos, adequados
às crianças e às suas singularidades, com base nas condições da escola e nas características de cada região.

 

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Crianças e as brincadeiras de construção: construindo fora para edificar dentro

Desde que o mundo é mundo, o homem mantém seu espírito engenheiro, um comichão para juntar coisas e transformá-las em outras coisas. Há milênios o homem constrói. E experimenta as brincadeiras de construção desde criança. Repetidos a exaustão! Ainda bebê, objetos são segurados, testados, apoiados, derrubados e atirados. Mais tarde, com dois ou mais objetos, os pequenos testam encaixes, equilíbrios, empilhamentos e “derrubamentos”. Aos poucos, as crianças exercitam atividades de construir partindo da associação de objetos sem um objetivo definido, para grandes construções planejadas.

A palavra engenharia tem origem no latim ingenium, que significa genialidade e habilidade. No século XIV ela foi relacionada à habilidade de construir e, mais tarde, à engenharia. O fato é que, construir coisas é brincadeira de criança de todas as culturas, o que muda são os materiais utilizados. E a escola? O que esse ambiente tem a ver com essa habilidade humana?

Na escola, às vezes nos limitamos aos brinquedos de blocos e encaixe acreditando que os desejos e a potencialidade das crianças estão sendo contemplados.
Só que não!
Assim como em outros contextos do brincar, os brinquedos prontos são limitados e não favorecem a criação e o exercício de ir além do que “está previsto” para o material. Assim como no desenho e na modelagem, a construção vai muito além das possibilidades limitantes dos jogos e brinquedos prontos. É preciso investir em materiais alternativos que, para nossa sorte, são acessíveis e fáceis de encontrar: as sucatas e os materiais de largo alcance (não estruturados).

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O segundo livro do Tempo de Creche está à venda!

Aprovado e reconhecido pelo MEC, o livro está organizado a partir de dezenas de práticas reais do cotidiano da Educação Infantil.

A obra convida o professor acompanhar a construção dos caminhos de investigações realizados junto das crianças: Quais foram as ideias iniciais do professor? O que ele observou e escutou das crianças para escolher uma proposta? Como as crianças interagiram com a atividade? Quais foram os imprevistos do percurso? Quais os objetivos de aprendizagem em jogo? Essas e outras questões norteiam os relatos das práticas comentadas, que trazem de modo contextualizado elementos dos campos de experiências e dos objetivos de aprendizagem segundo a BNCC.

Realidades escolares!

O professor pode se reconhecer nas práticas comentadas e, a partir dos processos narrados, se inspirar para criar experiências de aprendizagens significativas com as crianças de sua turma.

Acesse https://bit.ly/2squ4JQ

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Adaptação: um tempo de acolhimento

Por que novos ambientes são tão desafiadores? Por que é difícil voltar para a escola se os espaços, os professores e as crianças são, na sua maioria, as mesmas? O que acontece na relação escola – crianças – professores – famílias na volta das férias? Os primeiros dias do início de cada período letivo são considerados período de adaptação. Alguns especialistas preferem o termo acolhimento. Para nós, ambas as referências são adequadas e o uso depende do lado que se considera nessa relação.

Do ponto de vista da escola, temos, sem dúvida, um período dedicado ao acolhimento, que requer da equipe pedagógica intenção, empenho e planejamento.
Já a criança e a sua família vão passar por um período adaptativo.

Mas de onde vem o conceito de adaptação no âmbito da educação?

O cientista suíço Jean Piaget (1896 – 1980) demonstrou que o conhecimento é construído à medida que o meio provoca um desequilíbrio no ser humano. Isto quer dizer que a cada problema, desafio, aspecto curioso, o ser humano, desde que é bebê, sente um incômodo e tem necessidade de rever suas ideias. A busca por soluções para enfrentar novas situações leva a uma adaptação ou um “conforto” momentâneo, sentido ao esclarecer os pensamentos desequilibrados (equilibração).

As crianças da educação infantil têm no máximo cinco anos, no início do período letivo. Cinco anos são 60 meses de desenvolvimento e amadurecimento. Na velocidade em que esse crescimento se processa, um mês – ou 30 dias – são quase uma era!

Por isso, quando recebemos nossas “velhas crianças” na escola temos muitas facetas novas a descobrir e um período de reconhecimento para despertar. O que já foi vivido deixou marcas e é preciso um tempo para que as crianças relembrem o que viveram.

Assim, o retorno para a escola deve ser processual, construindo uma retomada da familiaridade com os ambientes, a rotina, o encontro com os colegas e os adultos que foram referência no passado, para estabelecer um ambiente aconchegante, construir novos vínculos e novas aprendizagens. Nesse sentido, o termo acolhimento cabe como uma luva à escola.

Por onde começar? O que planejar para acolher?

Um bom começo é levantar com os professores dos anos anteriores as preferências das crianças que serão recebidas e considerá-las no planejamento da primeira semana de adaptação. Atendendo aos gostos e desejos, fica mais fácil criar um ambiente acolhedor e seguro.

Por isso, um cuidado estratégico é planejar a chegada das crianças de forma gradual. Garantir alguns dias exclusivos para as “crianças antigas” favorece sua ambientação e adaptação. Assim, quando os novos chegarem, encontrarão uma atmosfera mais tranquila e segura para se espelharem. Por exemplo, uma turma de crianças de dois anos, que já frequentou a instituição no ano anterior, deverá retornar para a escola três ou quatro dias antes da entrada dos novos colegas. No caso de turmas numerosas, que tal dividir esse retorno em duas ou três etapas para garantir a disponibilidade de acolhida e atenção dos professores?

Os atores da delicada relação

Parceria: família e instituição

Planejar ações para construir uma boa relação com as famílias é o primeiro passo da adaptação das crianças e da cumplicidade no processo educativo.

O espaço e a equipe da instituição podem ser desconhecidos para as família, gerando inseguranças. Criar momentos de conversa, apresentação da metodologia, da rotina, dos ambientes e do processo de acolhimento das crianças, estreita os laços e compartilha o cuidado e a educação.

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