Arquivo mensal: março 2019

Um documento do MEC para auxiliar na prática pedagógica da BNCC

Talvez não tenha chegado ao conhecimento de muitos professores, mas um grupo de especialistas do MEC elaborou um documento de apoio às práticas pedagógicas que partem dos eixos indicados na BNCC.

São tabelas com explicações dos campos de experiências, dos objetivos de aprendizagem e desenvolvimento e dos direitos de aprendizagem relativos a cada objetivo. Também constam informações sobre o que trabalhar com as crianças de 0 a 5 anos e 11 meses e alguns exemplos práticos.

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2º Encontro de Educação na Primeira Infância – São Paulo

2º Encontro de Educação na Primeira Infância
Educador: Estudioso e Aprendiz da Prática

5 de abril de 2019das 8h às 16h

INSCRIÇÕES GRATUITAS: clique aqui ou acesse http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=45753

A Coordenadoria de Recursos Humanos da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo promove esse evento de formação com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e atitudes mais favoráveis ao profissional com atribuição do cuidado com crianças na faixa etária de 0 a 6 meses; de 7 meses a 1 ano e 6 meses; e de 1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses, conforme prescrito na Base Nacional Comum Curricular- BNCC.

Local: Rua Dona Inácia Uchôa, 574 – Vila Mariana, São Paulo – SP

 

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Roda de conversa prazerosa: isso existe na educação infantil?

Será que crianças pequenas gostam de participar da roda de conversa? E os professores?
É comum encontrar momentos destinados às de rodas de conversa na grade de planejamento da educação infantil. Coordenadores e professores concordam que é fundamental estabelecer uma rotina de encontros para praticar o diálogo.

E eles têm razão!

O problema é que tornar a roda de conversa parte da rotina não necessariamente a transforma num recurso de aprendizagem.

Sentar-se em roda é participar de uma situação propícia ao diálogo.

Mas o que é dialogar?

A palavra DIÁLOGO tem origem no idioma grego, na junção do elemento dia,que quer dizer ‘por meio de’, e do elemento logos, que significa ‘palavra’. Assim, o significado original da palavra diálogo é o uso da palavra como meio ou recurso. Então, nas nossas rodas de conversa, como fazemos o uso da palavra?

Ocorre que, sem um propósito, o diálogo perde o sentido. É bom lembrar que as conversas dos adultos têm propósitos específicos: trabalho, inteirar-se do dia a dia da família e até ouvir e dizer bobagens divertidas entre amigos.

Por isso, ao organizar uma roda de conversa, o professor precisa pensar no sentido que dará a ela: vamos dialogar sobre o quê?

Percebemos que alguns educadores preparam conteúdos como avisos, observações sobre o comportamento e instruções, contudo não percebem que estes temas nem precisam de diálogo, porque os monólogos – quando uma só pessoa fala – dão conta de informar as crianças. Outro tema bastante comum é conversar sobre o final de semana. Esta estratégia começa a ficar interessante quando as crianças são maiores, e já conseguem organizar o discurso. Porém, conversar sempre sobre isso enjoa qualquer um! Continue lendo..

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Três ideias criativas para trabalhar com bebês

Quem não arrisca, não petisca!
Nesta postagem falamos de pequenas conquistas de professoras que arriscaram testar e aperfeiçoar a prática pedagógica: uma invenção para facilitar o uso da mamadeira, uma tinta de farinha que se parece com guache e o uso do giz de cera na pintura.

Uma professora do berçário do CEI Vila Anglo (SP) inventou um modo de identificar rapidamente as mamadeiras, sem desperdiçar material. Adriana O. C. Floriano criou uma faixa com o nome da criança, feita com elástico chato (aquele utilizado para fazer cós), reutilizável, para envolver as mamadeiras dos bebês. Compartilhou com suas colegas e testaram a ideia. Hoje, a equipe utiliza uma mamadeira por dia por bebê e não precisa refazer as etiquetas diariamente porque, no final do dia, é só retirar as faixas e guardá-las para o dia seguinte.

Com crianças que demandam cuidado e atenção constante, os professores precisam lançar mão de recursos criativos e práticos para que sobre mais tempo para interagir, brincar e observar as conquistas e demandas dos bebês.

Já as professoras Naelza P. A. Marioti e Adriana Cruz, do CEI Aníbal Difrancia (SP), fizeram uma tinta consistente de farinha para a turma de um ano. O truque foi usar farinha, pouca água, bons corantes alimentícios e algumas gotas de vinagre para conservar. O material ficou parecido com um mingau, muito bom para pintar, ser manuseado pelas crianças e não derramar facilmente dos potinhos – mesmo quando as crianças esbarram nos recipientes. Na hora da limpeza, a mistura ainda se mostra fácil de lavar.

Finalmente, as professoras Juliana Rosalia e Rosângela P. Angeli, do CEI Mundo Feliz (SP), testaram uma novidade que ampliou as possibilidades de experimentação artística dos pequenos de 1 ano. No lugar de propor uma pintura com pincel, as professoras disponibilizaram gizão de cera e tinta guache. O que aconteceu? Já acostumadas a pintar com pincel, as crianças molhavam a ponta do giz no potinho de tinta e passavam no suporte de papel kraft. A tinta formava um pequeno rastro que, em seguida se transformava num rabisco! Interessante ver os pequenos mudarem a pressão e o modo de marcar o suporte.

O que fica das três experiências? Justamente o valor de experimentar… sem medo de se frustrar. Defendemos que as crianças façam investigações e testem suas hipóteses porque é no percurso que se aprende. Mas percebemos que alguns professores não seguem esta prática com receio de enfrentar resultados frustrantes. É ao planejar, arriscar, refletir e avaliar, que a prática pedagógica se enriquece.

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PARA SABER MAIS…

Leia mais sobre bebês nas postagens:

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