Categoria: Criança e Natureza

Água para brincar, acolher e pesquisar

Crianças são formadas num ambiente aquático. O líquido amniótico é uma piscina que banha o bebezinho durante os 9 meses de gestação. Então a água é a casa da criança por muito tempo. Naturalmente a sua ligação com esse elemento é estrutural. Crianças até dois anos são formadas por 75 a 80% de água, enquanto nós, adultos, temos 70 a 75% deste elemento em nossa constituição.

Portanto, a água é conhecida dos pequenos. Ela traz uma memória corporal que ficou registrada em seus primórdios. Água faz parte de seu universo, interessa e desafia. Água é íntima, acalma e acolhe.

Quer elemento melhor para acolher as acrianças na chegada ao mundo novo que é a escola depois das férias?

Use a água e todo o seu potencial de propostas nessa época de calor e adaptação:

Bacias, banheirinhas e outros recipientes amplos

Bebês e a água2

De acordo com o número de crianças da turma, coloque os recipientes preenchidos com aproximadamente 10 cm de água. Disponha as bacias com distância apropriada para permitir a movimentação dos pequenos. Diminua a roupa: tirar camisetas, meias, sapatos e até a calça/short. Permita tempo suficiente para a experiência. Enquanto os pequenos não se cansarem de aproveitar a água, vai ser difícil encerrar a brincadeira… é muita diversão e aprendizagem!

Águas coloridasÁguas coloridas

Pesquise recipientes amplos, transparentes ou brancos, e coloque gotas de corante  alimentício para tingir levemente as águas. Prepare o ambiente, de preferência externo, reduza as vestimentas das crianças e pense na estética da organização do espaço. Isso convidará os pequenos a experimentarem a água e as cores.

Transferências

Associe aos recipientes amplos com água, potinhos, colheres, conchas, peneiras, garrafas pet (perfuradas ou não), copos plásticos de diferentes tamanhos e aberturas e regadores.  Perceba como as crianças farão transporte, transferência, comparação, organização dos tamanhos e todas as relações possíveis com os materiais.

Lavagem de brinquedos e objetos diverso

Transferência 1Com os mesmos recipientes com água e mais esponjas, paninhos e sabonete (líquido ou em barra), separe objetos para serem lavados e colocados para secar. Organize o ambiente e prepare a vestimenta dos pequenos. É importante também reservar um espaço para as crianças colocarem os objetos lavados para secar. Não espere que os materiais sejam lavados uma só vez!

 

Bolhas de sabão

Que tal um momento para voar com as bolhas? Existem diversas maneiras de fazer bolhas Bolinhas de sabãode sabão: com aros pequenos, com formatos e cores variadas e com barbantes para fazer bolhas gigantes. É importante adequar o tamanho do instrumento/molde à abertura do recipiente com a mistura, pois o molde deve ser completamente mergulhado no líquido.

Uma receita básica que funciona é:

  • 2 partes de sabonete líquido ou detergente
  • 4 partes de água

Misturar bem.

OPCIONAL: 1 pitada de açúcar ou amido de milho ou, ainda, 1 parte de glucose/xarope de milho para engrossar a bolha e fazê-las durarem mais.

Misturar o ingrediente escolhido com a água. Acrescentar o detergente e misturar bem. Se possível, deixar a mistura descansar por um ou dois dias antes de usar. (veja o vídeo do Manual do Mundo para entender melhor)

Escolha um local apropriado para a brincadeira, pois a água com sabão pode danificar as plantas do jardim.

Tempos de chuva

Abertura video Brincando na Chuva

No verão o tempo está quente e uma chuva refrescante energiza, provoca sensações, desperta emoções e instiga a pesquisa. Prepare os pequenos para explorarem a chuva. No calor, tire o excesso de roupa, como meias e sapatos. Selecione alguns recipientes para coletar a chuva e, depois, estude com as crianças formas de utilização dessa água. Não resista ao chamado da natureza para que as crianças possam se inspirar em você e valorizar o que é natural.

Veja o vídeo da professora Mira, da Escola do Bairro, SP, explorando as poças formadas pela água da chuva sobre a lona do tanque de areia.

Bebês e a água 1

No período de acolhimento/adaptação, a situação tensa da chegada das crianças à água escola pode ser trabalhada com preparação de um ambiente organizado para a brincadeira com água. Planeje sua proposta e receba os pequenos com este desafio provocativo. Conte com a atração natural das crianças pela água e favoreça a brincadeira. Observe, registre e reflita para conhecer as crianças por meio dessa interação. Prepare uma documentação pedagógica para os pequenos se reconhecerem em momentos prazerosos na escola e compartilhar essa alegria com os pais. Mergulhe nessa aventura com sua turma!

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Para saber mais…

Leia mais sobre adaptação, emoções e natureza nas postagens:

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Experiências num Tanque de Lama

Ontem choveu e o jardim virou uma lama só. É tempo de repensar a proposta? Não! É tempo de aprender sobre a natureza e tudo o que ela traz. Então… para hoje a proposta é brincar no tanque de lama!

tanque de lamaO barro, ou a terra argilosa e molhada, é um dos quatro elementos naturais desafiadores e magnéticos para as crianças. A cor, a temperatura e a textura combina com a natureza orgânica das crianças. Por isso, a Escola do Bairro, da educadora Gisela Wajskop, localizada num histórico e tradicional bairro da cidade de São Paulo, reservou um espaço do seu jardim – de brincadeiras e pesquisas – para um tanque de lama. Isso mesmo! Além do clássico e sempre pertinente tanque de areia, a escola oferece uma área com terra argilosa para que, quando molhada, as crianças possam explorar. As experiências são tão intensas que às vezes não se espera a chuva e a terra é molhada com a mangueira. Continue lendo..

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Água para brincar, acolher e pesquisar

Crianças são formadas num ambiente aquático. O líquido amniótico é uma piscina que banha o bebezinho durante os 9 meses de gestação. Então a água é a casa da criança por muito tempo. Naturalmente a sua ligação com esse elemento é estrutural. Crianças até dois anos são formadas por 75 a 80% de água, enquanto nós, adultos, temos 70 a 75% deste elemento em nossa constituição.

Portanto, a água é conhecida dos pequenos. Ela traz uma memória corporal que ficou registrada em seus primórdios. Água faz parte de seu universo, interessa e desafia. Água é íntima, acalma e acolhe.

Quer elemento melhor para acolher as acrianças na chegada ao mundo novo que é a escola depois das férias?

Use a água e todo o seu potencial de propostas nessa época de calor e adaptação:

Bacias, banheirinhas e outros recipientes amplos

Bebês e a água2

De acordo com o número de crianças da turma, coloque os recipientes preenchidos com aproximadamente 10 cm de água. Disponha as bacias com distância apropriada para permitir a movimentação dos pequenos. Diminua a roupa: tirar camisetas, meias, sapatos e até a calça/short. Permita tempo suficiente para a experiência. Enquanto os pequenos não se cansarem de aproveitar a água, vai ser difícil encerrar a brincadeira… é muita diversão e aprendizagem! Continue lendo..

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Primavera: aventura e pesquisas

cores-das-plantasEstamos na primavera!
Que tal aproveitar a nova estação que convida para sair da sala e investigar as plantas do entorno? O clima e a paisagem inspiram a aventura de observar, experimentar, pesquisar, criar e descobrir. Vá pensando no seu contexto e nas suas experiências para construir conosco um novo planejamento para a primavera.

Quais árvores estão floridas em sua região? Que cores tem a paisagem natural?
Como fica o chão abaixo das árvores? As crianças têm o costume de coletar flores e folhas? É possível pegar as flores que caem?

Um professor pesquisador…

Faça uma pesquisa das plantas na sua cidade e no entorno da escola: Continue lendo..

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Uma escola que parece casa. Uma casa que parece escola

A Escola do Bairro, da educadora Gisela Wajskop, foi inaugurada. Estávamos ansiosas para conferir o resultado interessante que já despontava na obra.
Como suspeitávamos… o clima de casa, de bairro, de família, de quintal, de brincadeira, se manteve. O que nos levou a pensar: como devem ser as escolas para crianças? Qual a atmosfera ideal? O que os ambientes devem transmitir?

Era uma manhã ensolarada. Um clima de festa de família ocupava uma das calçadas da Rua Joaquim Távora, na Vila Mariana, SP. Aquela agitação de entra e sai, de crianças querendo descobrir e pais ansiosos por conferir a possível escola para seus filhos.

Atravessando o corredor da entrada, ladeado por plantinhas coloridas, avista-se uma casa de vó e um imenso quintal no fundo.

escola-do-bairro-fachada-e-quintal

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Uma casa que se transforma, uma escola que nasce da história

Fomos conhecer as obras de instalação da Escola do Bairro, da educadora Gisela Wajskop, localizada na Vila Mariana, bairro histórico da cidade de São Paulo. Por que fomos até lá? Porque essa escola preserva a história de seu prédio e valoriza a cultura da comunidade do entorno. Porque seus muros vão abraçar os espaços verdes e equipamentos culturais e científicos de Vila Mariana. Porque o quintal verde da casa-escola é uma mancha de natureza, com os encantos de árvores e sombras, áreas para água e para fogueira, muita terra, areia, pedras, sol e até almoçar vendo o céu.  

O caminho já se mostrou um percurso prazeroso. Ruas repletas de casinhas pequeninas, com janelas, portas e cerquinhas, cobertas pelas sombras de grandes árvores centenárias e jardins com azaleias e roseiras passadas de geração em geração. Moradias mágicas que mostram para rua uma fachada pequena e singela, mas que, ao passar pelos portões, revelam quintais gigantescos e espaços recheados de mistérios. Uma dessas casas será a nova escola da pós doutoranda em Educação Gisela Wajskop.

Escola do Bairro 1A partir de uma vida de salas de aula, pesquisa e muito estudo, Gisela está reformando uma casa com arquitetura típica dos anos de 1940/50 para transformá-la na ESCOLA DO BAIRRO. A reforma do imóvel conversa com as crenças da educadora, que cuida de cada detalhe para preservar os rastros históricos do prédio e a atmosfera do bairro. Tudo pensado para que seus futuros alunos convivam com todos os aspectos da educação, da cultura e da cidadania. Uma concepção de que o que está de fora também está dentro. Não existem lados, porque sutilmente, espaços internos e externos parecem um só. Assim como corpo e alma. Continue lendo..

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Palavra de… Richard Louv: natureza para educar e viver!

No momento em que repensamos currículo e ambiente de educação, questões como o “transtorno do déficit de natureza” precisam ser considerados. Tempo de Creche conversou com o jornalista americano Richard Louv, criador desse e de outros conceitos geradores de um movimento planetário de conservação ambiental, reurbanização e melhoria da qualidade de vida.

Tempo de Creche – Quais são as suas expectativas sobre as conexões entre as crianças brasileiras de áreas urbanas e a natureza? 

51dr4oni-UL._UY250_Richard – Eu acredito que as crianças brasileiras, assim como as crianças de todo o mundo, estão sofrendo do que eu chamo de “transtorno do déficit de natureza”. Como eu defino no livro A última criança na natureza (Last Child in the Woods), não se trata de um diagnóstico médico, mas de um termo útil – uma metáfora – para descrever o que as pesquisas científicas e muitos de nós acreditamos como custos humanos da alienação da natureza. Entre estes custos estão: diminuição do uso dos sentidos, dificuldade de atenção, taxas mais elevadas de doenças físicas e emocionais, aumento da taxa de miopia, obesidade infantil e adulta, deficiência de vitamina D e outras doenças. Para quem se interessar, o site Children & Nature Network compilou uma biblioteca online de estudos, relatórios e publicações, disponíveis para visualização ou download. Continue lendo..

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CEI Barra Manteiga: Natureza na rotina de passeios no parque

Crianças aprendem a todo o momento. Quando pequenas, as interações e as brincadeiras são os principais mediadores das suas  aprendizagens. A Natureza atrai, instiga e provoca o interesse dos pequenos que pesquisam seus elementos com grande interesse. Sol, ar puro, água, pedras, terra, plantas, galhos, folhas, raízes, insetos, aves… como promover o encontro das crianças com esse ambiente? O CEI Barra Manteiga, SP, criou uma solução para levar seus pequenos quinzenalmente a um parque com Natureza de verdade.

Parque Anhanguera

Experimentar a Natureza é mais do que importante para a formação dos pequenos.  É fundamental, tanto do ponto de vista do desenvolvimento físico como para a saúde mental e a construção de conhecimento. Continue lendo..

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O que dizer sobre o “Projeto Natureza”?

pés na terraNatureza não é tema de projeto! É um conteúdo pedagógico tão fundamental ao desenvolvimento das crianças quanto o desenho, a leitura e outros. Natureza: sol, ar puro, plantas e animais… Este contato é importante para a formação dos pequenos tanto do ponto de vista biológico-físico como para a saúde mental.

(…) não temos a pretensão de fixar prematuramente as formas de uma vida escolar em que a grande lei pedagógica é o dinamismo. (Celéstine Freinet)

Os ambientes naturais, cada vez mais escassos, são os responsáveis pela nossa existência. As crianças precisam se desenvolver neles para compreenderem que não é possível viver com qualidade na sua falta ou degradação. Continue lendo..

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Escola da Floresta: crianças, Natureza e aprendizagem

crianças na escola da florestaEscola da Floresta é a abordagem pedagógica que contaminou mais rapidamente os profissionais da Educação mundo afora. Ela nos tira do conforto e faz pensar. Essa proposta metodológica tem muito a ensinar. Nós, educadores, temos muito a aprender com a Natureza como recurso pedagógico.

Já parou para pensar o que as crianças veem de tão interessante numa folhinha caída?
E aquelas pequenas flores amassadas que recolhem pelo caminho e guardam como tesouros?
E a atração poderosa que as árvores com galhos sobressalentes exercem nos pequenos, levando-os a subir, trepar, se pendurar e descer? Continue lendo..

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