Categoria: Coordenação e Gestão

Este espaço do TEMPO DE CRECHE se dedica à coordenação pedagógica como encaminhadora da gestão e qualificação da equipe de professores, facilitadora do processo de elaboração de planejamentos anuais e projetos políticos pedagógicos e articuladora das relações de parceria com famílias e comunidade. </span

Uma parada para pensar: 5 reflexões sobre ser professor

Mediação, produto, processo, brincadeira e conhecimento de mundo. Estes são conceitos que recheiam os livros de pedagogia e as formações. Sabemos o que eles significam? Pensamos nesses conceitos na prática diária?
Convidamos você para fazer uma parada! Stop! Vamos refletir? Vamos fazer uma parada para pensar.

Reflexão… uma palavra tão presente! Falamos muito sobre ela mas nem sempre caminhamos pelos seus significados.

  • Na Psicologia, refletir significa pensar sobre um tema.
  • Na Física, refletir é mudar de direção (percebemos isso quando mergulhamos metade de uma varinha numa piscina e vemos sua imagem distorcida).
  • Para a Matemática, a reflexão está relacionada a uma transformação geométrica.
  • Para os Programadores, reflexão é a capacidade de um programa observar ou modificar a sua estrutura

Uma “parada para pensar” que abraça todas essas ações, pode produzir transformações e novos comportamentos. Propomos uma jornada com 5 pontos de parada para se observar, pensar, mudar de direção e transformar estruturas. Continue lendo..

Postado em Coordenação e Gestão, Postura do Professor | Tags , , , , , | 2 Comentários

Um roteiro para sonhar e planejar

Atuar com previsão, organização e preparo favorece uma atmosfera mais tranquila e o olhar antenado nas pesquisas das crianças. Fazer um planejamento cuidadoso e atento às demandas e desejos expressos pelas crianças é um passo para conquistar situações como essa.  E um roteiro para planejar pode ajudar a exercitar o ato de planejar.

Para Madalena Freire, reconhecer os limites do contexto e da atuação do professor revela os caminhos do planejamento. São os próprios limites em sintonia com a realidade:

  • O que é possível fazer?
  • Quais os saberes e potencialidades que reconheço no grupo?
  • Quais desafios são adequados à faixa etária e a este grupo?
  • O que eu já sei e o que preciso pesquisar?

Aividade eu experimento pintar - organização do espaço

Madalena ainda fala sobre a liberdade, e talvez uma certa leveza, para atuar quando existe organização e disciplina do educador que “organiza, delimita e direciona a liberdade” de si e do grupo. Assim, pensar no planejamento envolve duvidar, perguntar e se questionar. Que tal experimentar um roteiro de planejamento que busque estruturar sua atuação e as conquistas das crianças?

Continue lendo..

Postado em Coordenação e Gestão, Planejamentos e Atividades | Tags , , , , | 1 Comentário

Acabou a adaptação! Qual o caminho para o planejamento?

Acabou a adaptação. O que eu já sei? O que ainda não sei e preciso saber para trabalhar com os meus pequenos? Que tal planejar uma viagem de aprendizagens com as crianças a partir de um roteiro para refletir? 

imagem 5 crianças na creche

Passada a adaptação, muitas informações puderam ser levantadas pelo professor que:

  • acolheu crianças emocionadas e inseguras;
  • recebeu, conheceu e se relacionou com as famílias;
  • percebeu as primeiras peculiaridades da faixa etária com a qual está trabalhando (se houve mudança!)
  • no meio do turbilhão de sentimentos, observou as características mais evidentes das crianças.

Continue lendo..

Postado em Coordenação e Gestão, Planejamentos e Atividades | Tags , , , , , | Clique para deixar um comentário!

Rede de trocas e construção coletiva para minimizar a solidão pedagógica

Creches públicas, entre outras instituições, ainda encaram a construção das equipes gestoras como estratégia política. As dificuldades enfrentadas por profissionais recém empossados são inúmeras e a continuidade do trabalho qualificado exige medidas criativas que buscam uma integração em rede. É nesse âmbito que a FLUPP – Fundação Lúcia e Pelerson Penido desenvolve alguns de seus programas no Vale do Paraíba (SP) e Vale do Araguaia (MT).

Conversamos com Eduarda Penido Dalla Vecchia, diretora executiva da FLUPP, sobre essa experiência.

Tempo de Creche – Acompanhando o trabalho formativo da FLUPP, como você vê a gestão das creches?

Eduarda – Um dos primeiros pontos é a questão de estar coordenador, sendo ainda  professor.

Flupp 1

Continue lendo..

Postado em Coordenação e Gestão, Palavra da prática | Tags , , , , , , , | Clique para deixar um comentário!

Palavra de… Alice Proença: como fazer um grupo de estudos?

O trabalho formativo das equipes não precisa necessariamente acontecer com alguém de fora da instituição. A formação de um grupo de estudos pode acontecer nas reuniões e paradas pedagógicas, com qualquer equipe que se disponha a pensar junto, estudar, refletir e trocar conhecimentos das instituições.

Tempo de Creche conversou com a doutora em educação Maria Alice Rezende Proença, coordenadora dos Grupos do GEP – Grupos de estudos sobre projetos, para auxiliar o coordenador pedagógico a construir um grupo de estudos em sua CEI – janeiro, 2016.

Tempo de CrecheComo organizar um grupo de estudos entre a equipe de Educação Infantil? Como desenvolver uma proposta para a qualificação dos professores?

Alice Não se consegue construir um espaço de transformação quando as ações são isoladas. As pessoas só se apropriam das questões em que estão trabalhando, o que chamamos de contexto. O contexto é que revela o percurso formativo a ser desenvolvido num grupo de estudos.

Alice 1 A

O profissional responsável por este espaço formativo tem que estabelecer o foco a ser trabalhado.

Quando você não tem foco, simplesmente acaba perdido, caminhando em diversas direções e quem está no grupo percebe isto claramente. No momento que você estabelece um foco começa a criar uma proposta. Continue lendo..

Postado em Coordenação e Gestão, Palavra de... especialista | Tags , , , , , | 1 Comentário

Identidade: a jornada do EU

Uma das grandes conquistas da criança em seu processo de desenvolvimento é o início da construção da própria identidade. Mas, se refletirmos profundamente sobre esse tema, percebemos que a identidade leva uma vida inteira para ser construída!
brincadeira com bonecosQuem sou eu?
O que eu gosto?
O que eu não gosto?
Como eu me cuido?
Como me relaciono?
O que é importante para mim?
O que me diverte?
E muitos etc. para conduzir uma jornada de décadas de autoconhecimento!

Contudo, esse caminho tem seu início quando o bebê vem ao mundo e experimenta as sensações, emoções e aprendizagens que faz do seu entorno. Assim, o roteiro interminável das perguntas acima é formulado desde sempre! Continue lendo..

Postado em Coordenação e Gestão, Desenvolvimento Infantil | Tags , , , , , | 13 Comentários

Base Nacional Comum e o pensamento matemático – parte 2

Como a criança interfere e se apropria dos espaços? É possível trabalhar o tempo? As quantidades? E os fenômenos naturais? Como a Base Nacional Comum Curricular aborda o pensamento matemático nas crianças pequenas?

Começando a conhecer o mundo, os bebês e as crianças pequenas iniciam e criam as primeiras aproximações com ele: observam, mexem, jogam, mordem, interagem, investigam…

Post 2 Angela 1

O texto provisório do documento da Base Nacional Comum Curricular também aborda propostas para provocar e desenvolver o campo de Experiências Espaços, Tempos, Quantidades, Relações e Transformações em cada eixo de objetivos:
Conviver,
Brincar,
Explorar,
Participar,
Comunicar,
Conhecer-se

Continue lendo..

Postado em Campos de Experiências, Coordenação e Gestão | Tags , , , , , , , , , | 5 Comentários

Como é a matemática na Base Nacional Comum

Matemática na Base Nacional Comum? Crianças brincam, descobrem possibilidades e pensam hipóteses para explicar o que não entendem, em qualquer lugar e nas creches.

Gosto de observar crianças na rua. E você?
Gosto de olhar as descobertas que fazem quando catam alguma coisa no chão ou sobem nos canteiros e muretas, propondo desafios corporais ao andar, recolher pedrinhas, colecionar folhas…

Angela 1

Nas casas, na rua, e principalmente nas creches, as crianças brincam, descobrem possibilidades, pensam hipóteses para explicar o que não entendem.

As crianças são curiosas e buscam compreender: Continue lendo..

Postado em Campos de Experiências, Coordenação e Gestão | Tags , , , , , , , | 6 Comentários

Creche Shangri-la: um paraíso possível

Conhecer o CEI Jardim Shangri-la é um aprendizado! Fomos convidadas para registrar uma manhã no Shangri-la, que construiu uma rotina trabalhada como momentos de aprendizagens, criados com intenção e interação entre a equipe.
O convite partiu da equipe do Instituto Avisa lá e fomos até o extremo sul da cidade de São Paulo para conhecer esta entidade que é uma das ações do Centro Comunitário Jardim Autódromo.

Desde 2012 uma equipe do instituto desenvolve projetos de formação na creche, hoje financiada pelo IMPAES. Segundo Mariana Americano, uma das formadoras, a Arte Contemporânea, com suas propostas que abraçam todos os sentidos e sensações pode se relacionar perfeitamente com a forma com que crianças pequenas aprendem. Fomos conferir essa experiência.
Shangri-la parece nome de paraíso… e é! A creche está estruturada numa chácara, com muito verde, salas com janelas e solários, uma quadra gigante, uma horta e cantinhos especiais: uma casinha no meio de um gramado verdinho, um poço com tampa colorida que vira um banco redondo para a hora do suco, passagens sob as escadas, corrimões, corredores com interferências provocativas e uma equipe comprometida, estudiosa e focada nas crianças.

Shangri-la 2 Fomos recebidas pela diretora Benedita Machado de Mello (Benê) e pela coordenadora Katia Girlene Silva Leite Farias (Kátia) que nos apresentaram os espaços e as salas para suas 120 crianças. Depois percorremos livremente a rotina de uma manhã no Shangri-la. Continue lendo..

Postado em Coordenação e Gestão, Palavra da prática, Postura do Professor | Tags , , , , , , , , | 5 Comentários

Confraternização do GEP: vamos pensar os grupos de estudos?

Maria Alice Proença e as participantes dos três Grupos de Estudos sobre Projetos – GEP – encerram suas atividades num momento de nutrição estética. Tempo de Creche acompanhou essa manhã de confraternização cultural.

GEP

Maria Alice Proença coordena grupos de estudos sobre projetos com inspiração na pedagogia italiana de Reggio Emilia. Os grupos são formados por professores, coordenadores e arte-educadores de diversas escolas, creches e projetos sociais, em busca de ampliação dos conhecimentos sobre o trabalho com a Educação Infantil.

Miguel Rio BrancoNo final deste semestre, a mestra e coordenadora organizou para seus alunos um piquenique no Parque do Ibiraquera, SP, e uma visita monitorada ao 34o Panorama da Arte Brasileira que apresenta a exposição Da pedra, Da terra, Daqui, um ponto de convergência onde se apresentam obras produzidas em tempos muito diferentes, no Museu de Arte Moderna- MAM/SP.

Segundo Alice, para fechar os conteúdos estudados e refletidos, o encerramento alimentou os quatro sentidos: o gostoso lanche se encarregou do paladar e o som, o visual e os cheiros ficaram por conta da mostra. Continue lendo..

Postado em Acontece, Coordenação e Gestão | Clique para deixar um comentário!