Categoria: Palavra de… especialista

O currículo integral e formação de professores na Educação Infantil

Tempo de Creche conversou com Janaina Maudonnet, mestre em educação e especialista em educação em direitos humanos, sobre o currículo integral – ou holístico – e seu potencial nas descobertas da cultura e singularidade das crianças e as demandas na formação do professor na Educação Infantil.

Acervo pedagogia com a Infância

Tempo de CrecheO que é o currículo para a Educação Infantil?

JanainaAo tratarmos de currículo na Educação Infantil, estamos falando do modo de organizar as práticas educativas: os espaços, as rotinas, os materiais que disponibilizamos às crianças, as experiências com as linguagens verbais e não verbais que lhes serão proporcionadas e os modos de acolhimento na instituição.

A forma como organizamos essas práticas tem por trás ideias sobre a finalidade da educação, a maneira como os sujeitos aprendem, o que se deseja que eles aprendam, que tipo de homem queremos formar e para qual tipo de sociedade. Trata-se de uma prática complexa, que necessita de permanente reflexão por parte dos adultos que a oferecem. Continue lendo..

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Cuidados de saúde na creche: 10 dicas da professora de enfermagem Cecilia

Como agir com crianças com febre? E os resfriados que parecem nunca dar trégua? Como lidar com a questão das convulsões febris? Essas e outras dicas preciosas de saúde na creche são abordadas pela professora de enfermagem Cecília Sigaud.
Cecília Helena Siqueira Sigaud é professora da área de Saúde da Criança, do Departamento de Enfermagem da USP, SP. Ela desenvolve um trabalho de aproximadamente 15 anos no estudo das questões da saúde nos ambientes de creche e Educação Infantil e capacitação de profissionais destes serviços. 

assoar nariz creche

Cecilia constrói seu trabalho a partir da crença de que crianças são seres únicos, competentes e que possuem direitos. Assume algumas premissas: é na primeira infância que se inicia a formação dos hábitos diários de vida. As crianças passam muitas horas de seu dia nas instituições de educação infantil, que são responsáveis pela formação das crianças jovens, compreendendo indissociavelmente o cuidado e a educação. Assim, entende que as instituições de educação infantil se constituem em espaços privilegiados para contribuir para formação de hábitos diários adequados.

Balão-Dúvida-pO que é saúde?
Saúde é um meio para se viver melhor. Não é uma meta, ou um objetivo em si mesmo a ser perseguido! As pessoas não tem como objetivo de vida alcançar uma boa saúde. As pessoas buscam a saúde como forma de alcançar seus projetos de vida. A saúde não acontece nas nossas vidas somente nos serviços de saúde, ela acontece em todos os espaços onde vivemos, como a casa, a escola, o local de trabalho. Assim, a saúde tem a ver com a maneira como a gente vive. E, nesse aspecto, a creche tem uma importância muito grande na vida e saúde das suas crianças.
A creche, como ambiente de vida, tem sob o seu teto a saúde das crianças e de seus funcionários. A saúde das crianças também depende dos grupos familiares que, por sua vez, têm suas maneiras próprias de viver e demandas. Tais considerações nos levam a uma reflexão maior quando desejamos compreender melhor as crianças que cuidamos nas instituições de educação infantil : Continue lendo..

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Palavra de… Maria Alice Proença: a cultura do fazer coletivo na Educação

Foto Maria Alice ProençaPara Maria Alice de Rezende Proença, doutora em Educação, o estabelecimento de uma cultura de registro coletivo transforma o dia-a-dia em aprendizado e contribui para a construção pessoal de cada membro da equipe. Um caminho constituído a partir da prática frequente de agir, registrar, refletir e agir novamente com a clareza da intenção da ação docente para promover aprendizagens cada vez mais significativas.

Um mapa como síntese para todo o trabalho:

Mapa de Rede - Alice Proemça Tempo de Creche – Qual a importância da história pessoal para o trabalho dos educadores da Educação Infantil? Como construir este sentimento de pertencimento?

Alice – Para entrar em qualquer tipo de trans-formação, o sujeito tem que primeiro partir de uma história pessoal. Essa narrativa é que vai dando para o sujeito a possibilidade de tomar consciência do seu percurso. Continue lendo..

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Uma conversa com Anna Marie Holm: arte, natureza e a poesia da infância

A vinda da artista (e educadora, apesar de ela própria não se descrever assim!) Anna Marie Holm para São Paulo, marca a primeira celebração de aniversário do Ateliê Carambola, a escola de Educação Infantil da educadora Josiane Del Corso.

Ação artística livro Eco-arte Anna Marie Holm

 Nós construímos espaço para a brincadeira, para a poesia. Aerodesenhos

Num encontro no MAM – Museu de Arte Moderna, São Paulo, a arte-educadora dinamarquesa começou sua conversa com o público presente já anunciando que não queria perguntas, mas diálogos! E assim Tempo de Creche acompanhou sua conversa sobre seu diálogo com os materiais, os lugares e as crianças dinamarquesas com as quais trabalha. Continue lendo..

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Silvia Ferraresi e Ana Elisa Machado falam de inclusão e do direito de brincar

Silvia Ferraresi Ana Elisa ChavesPara a fisioterapeuta Silvia Ferraresi e a fonoaudióloga Ana Elisa Machado toda a criança tem o direito de brincar! Elas conversaram com o Tempo de Creche sobre inclusão e Tecnologia Assistiva, que é a utilização de recursos – simples ou sofisticados – para melhorar as funções das pessoas com deficiência.

TEMPO DE CRECHE – O que precisa nortear a atuação de um professor preocupado com a inclusão?

Um professor preocupado com a inclusão precisa ter empatia e comprometimento com a criança. Ele precisa conhecer a dificuldade que a criança tem, para poder pensar em maneiras de contornar essa dificuldade e proporcionar o aprendizado. Ele precisa saber que cada aluno é diferente e aprende de formas diferentes, mas que isso não impossibilita que a turma seja um grupo. O professor precisa ser o mediador entre a criança deficiente e as outras crianças da sala, até que a criança deficiente seja incluída socialmente no grupo. O professor não precisa, necessariamente, saber detalhes de uma determinada patologia, mas deve estar aberto para conhecer algo novo, flexível para modificar suas estratégias de ensino quando necessário e disponível para utilizar meios alternativos de comunicação, tecnologia assistiva e técnicas de manuseio. Continue lendo..

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Patrícia Durães fala da importância do cinema na formação

A diretora do Grupo Espaço de Cinema e uma das curadoras do Ciranda de Filmes, Patrícia Durães reconhece nos filmes  uma experiência que sensibiliza, mobiliza e transforma. Em seu convívio com educadores tem a certeza de que a proposta de um mergulho cultural através do cinema é de uma força e riqueza infinita.  Patrícia contou um pouco desta experiência para o Tempo de Creche.

patriciaTempo de Creche – Qual a importância do cinema para a vida do professor?

Patrícia – A experiência cinematográfica provoca o pensar e desenvolve uma competência para ver e ler o mundo. O cinema é uma expressão artística e como arte, encanta, sensibiliza, mobiliza e  transforma. O filme por si só lança o espectador dentro de realidades complexas, dramáticas, poéticas e o faz retornar modificado, com um novo olhar para a sua própria realidade. A arte, o lúdico e o conhecimento estão sempre juntos, é aí que está a força na relação cinema e educação.

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Rosa Iavelberg: o processo de aprendizagem do desenho na infância

Rosa Iavelberg, educadora, autora do livro Desenho na Educação Infantil fala sobre o novo olhar para o processo de aprendizagem do desenho na infância. 

Crianças CEI NT

 Rosa, são muito difundidos os estudos sobre as fases do processo de desenho na infância. Há um novo olhar para este processo?

Desenhar não é uma questão de dom. O desenho praticado desde a Educação Infantil pode abrir um mundo novo de experiências simbólicas que expandem a imaginação, a expressão e a capacidade criadora.

O que move a criança a desenhar é sua interação com os próprios desenhos e a sua diversidade presente nos ambientes. Hoje não se compreende mais o desenho da criança passando por fases de desenvolvimento de modo espontâneo e sim, que todos os alunos podem aprender a desenhar com orientação didática adequada sem ter medo de criar. Continue lendo..

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Educação de 0 aos 3 anos: contribuições de Emmi Pikler

A especialista em Educação Infantil Suzana Soares vai aprofundar a relação bebê – educador na Abordagem Pikler-Lóczy a partir de março no curso oferecido pela CONVERSO Assessoria.  Tempo de Creche foi conversar com Suzana para compreender melhor os aprendizados do bebê nos primeiros anos com esta abordagem.

Cenas do filme

“Enquanto aprende a contorcer o abdômen, rolar, rastejar, sentar, ficar de pé e andar, (o bebê) não apenas está aprendendo aqueles movimentos como também o seu modo de aprendizado. Ele aprende a fazer algo por si próprio, aprende a ser interessado, a tentar, a experimentar. Ele aprende a superar dificuldades. Ele passa a conhecer a alegria e a satisfação derivadas desse sucesso, o resultado de sua paciência e persistência.”

O que o seu bebê já consegue fazer?  (What can your baby do already?), Emmi Pilker, Hungria / 1940

Tempo de Creche  – Vamos iniciar a nossa conversa perguntando, quais são os principais aspectos desta abordagem?

Suzana – Há dois aspectos fundamentais na Abordagem Pikler-Lóczy. Um deles é a valorização do vínculo entre bebê e educadora (ou mãe) e o outro é o brincar livre. Depois de ser nutrido emocionalmente com uma interação profunda, o bebê fica em um local confortável e seguro, no chão sobre madeira ou tecidos, junto com outros bebês, para que se relacione com eles e com objetos lúdicos e pesquise, por ele mesmo, as maneiras possíveis de movimentação. Os educadores observam e atuam quando necessário. Continue lendo..

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Tânia Fukelmann Landau fala da importância das manifestações culturais na formação da criança

brincadeiras Território do Brincar Num texto interessante e apetitoso, Tânia Fukelmann Landau, pedagoga e especialista em Educação Lúdica, fala ao Tempo de Creche, reconhecendo a importância das tradições culturais na primeira infância uma vez que a sociedade em que ela se desenvolve é determinante para a sua formação. Destaca também a produção de cultura da criança, com a valorização e reconhecimento dos conteúdos produzidos por parte de quem educa.

Tempo de Creche – Neste período em que planejamos o calendário do ano, como você vê as manifestações culturais e a educação para a primeira infância?

Tania Fukelmann Landau imagem

Tânia – Mesmo antes de nascer o bebê já está imerso em uma cultura. Algumas mães cultivam a prática de acariciar a barriga, outras conversam com seus filhos e cantam para eles ainda escondidinhos no seu ventre. Dedicam um tempo pessoal para prepararem o quarto, o enxoval com as roupas e imaginam como será o pequeno. Listam possíveis nomes e se inspiram em diversas fontes nestas alternativas. cartaz filme BébésFato é que isto tudo pode parecer natural, no entanto não é bem assim. Todas estas escolhas estão ancoradas em hábitos e práticas de determinados ambientes sociais. Estas são formas que conhecemos de preparo humano para a chegada dos descendentes, mas não são as únicas. No documentário Bebés gravado pelo cineasta francês Thomás Balmès podemos testemunhar como mães de diferentes lugares cuidam de formas diversas de sua prole durante o primeiro ano de vida. Podemos afirmar que as crianças, por serem introduzidas nestas diversas práticas culturais, desde muito cedo, podem desenvolver um sentimento de pertencimento e identidade. Este já seria um bom motivo para pensarmos nas manifestações culturais que estarão presentes na escola da primeira infância, considerando que, adotá-las é sempre uma escolha ancorada nas nossas crenças, convicções, ideais, rupturas e tradições. Continue lendo..

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Renata Meirelles fala sobre tanque de areia e o tempo do brincar

imagem entrevista Renata Meirelles - tanque de areia

No lançamento do livro Cozinhando no Quintal, a educadora, documentarista e pesquisadora da cultura infantil no Brasil, Renata Meirelles, falou ao Tempo de Creche sobre a importância dos tanques de areia e do tempo do brincar na Educação Infantil.

Tempo de Creche – Você tem alguma sugestão para as escolas de educação infantil, a respeito dos espaços de brincar?

Renata-MeirellesRenata – Tem várias coisas para dizer, mas uma delas é um tanque de areia. Esse, inclusive, é um tema que é abordado em outro projeto do Instituto Alana, o Prioridade Absoluta, para que as pessoas saibam como lutar por esse direito nas escolas. Eu acho que deveria ser obrigatório a todas as escolas de educação infantil terem um espaço de areia e trabalharem a seriedade deste lugar, com a consistência da produção infantil no tanque de areia. Trabalhar com as escolas para dar o rela valor dessa relação e o que isto representa para as crianças: disponibilizar tempo para estabelecer uma intimidade com a área. Eu vejo esta questão sendo  menosprezada, muitas vezes só se veem os problemas, mas a areia é um oásis para as crianças. Na verdade, areia e água. Principalmente quando a gente fala de crianças de centros urbanos.

Tempo de Creche – E o tempo da criança para brincar?

Renata – Outro foco é o tempo que a criança tem disponível para brincar, que fica dependente de uma situação muito diretiva por parte do adulto, tanto na proposição de conteúdos, quanto na proposição de atividades. A gente tem que acreditar nas crianças, e nas sua brincadeira. Deixar que isto aconteça,, estar lado a lado e participar.  Temos que acreditar que a própria criança é geradora de conteúdos e brincadeiras.

Balão Para Saber MaisLeia também Um tratado sobre TANQUE DE AREIA

 

barrinha colorida fininha

Livro Cozinhando no QuintalLeia notícias sobre o livro Cozinhando no Quintal, de Renata Meirelles, em:

Renata Meirelles conta como surgiu o livro Cozinhando no quintal

Renata Meirelles é educadora, documentarista e há 16 anos vem viajando por todos os cantos do país pesquisando, escrevendo e registrando a infância brasileira. No site Território do Brincar você pode encontrar conteúdos e registros desse trabalho.

 

 

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