Categoria: Desenvolvimento Infantil

Neurociência, aprendizagem e desenvolvimento infantil – 18 a 24 meses

Com 18 meses as crianças já não são mais bebezinhos. Elas executam movimentos mais complexos e coordenados, se deslocam com certa facilidade e suas capacidades intelectuais lhes permitem comunicar sentimentos e desejos por meio da linguagem – gestos, expressões faciais e palavras. Como é o desenvolvimento das crianças dos 18 aos 24 meses? O que a neurociência nos fala sobre esse período?

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Por meio de Quadros Facilitadores, organizados a partir da LinguagemMovimentos (coordenação motora global e fina), Subjetivação (emoção e relação) e Cognição, abordamos a jornada de desenvolvimento das crianças entre 18 e 24 meses. Apesar da subdivisão, não podemos perder de vista a certeza de que funcionamos como unidade. Assim, todas as áreas de desenvolvimento (social, emocional, intelectual, linguagem e motora) estão conectadas. Cada uma depende e influencia a outra. Continue lendo..

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O Começo da Vida: um filme sobre infância para encantar e refletir

BebêO que a ciência nos fala sobre a importância dos primeiros 1000 dias do ser humano? Como são os laços de amor e cuidado em torno das crianças da nossa sociedade? Não perca a oportunidade de se apaixonar, se informar, sorrir e chorar com o documentário O Começo da Vida. Aproveite as reflexões da Claudia Siqueira, diretora do Instituto Sidarta, e da equipe do Tempo de Creche, para despertar, discutir e se aprofundar sobre os conteúdos do filme.

Participamos de um “cine debate” sobre o filme O Começo da Vida, a convite do Instituto Sidarta, em Cotia, SP. O sensível filme da diretora Estela Renner nos atravessa. Nas falas de pais, especialistas em Neurociências, economistas, jornalistas, educadores e pesquisadores da Infância, a poesia enche o coração e toca fundo na vontade de refletir e repensar as nossas relações com as crianças até os 1000 dias. Continue lendo..

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10 dicas para trabalhar as relações na primeira infância

Quando falamos em trabalhar e desenvolver as RELAÇÕES na Educação Infantil, logo pensamos nas rodas de conversa com os momentos de fala e escuta, e as situações de compartilhamento de materiais. Mas esquecemos que se relacionar é um aprendizado complexo que perdura toda a vida!

Na prática, é nos conflitos e disputas por materiais, espaços e pela atenção dos pais e educadores que as crianças desenvolvem estratégias para se fazerem ouvir e se relacionar.

Assim, ouvir as crianças e mediar os conflitos são matérias primas para promover esse desenvolvimento. Eles são conteúdos do trabalho da Educação Infantil e é preciso tirar proveito quando acontecem.

Criança brigando disputa

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Valorizar a inteligência ou o esforço: isso faz diferença na aprendizagem?

A escolha das palavras que usamos tem influência na aprendizagem?
Uma questão que aflige estudiosos do comportamento e da aprendizagem é a forma como crianças e jovens enfrentam os desafios e a aprendizagem. Crianças “esforçadas” e as “talentosas e inteligentes” parecem pertencer a dois grupos distintos quando se trata de enfrentar as frustrações e as dificuldades que a vida naturalmente impõe.
Um estudo recente descobriu que as palavras e atitudes que utilizamos para elogiar as conquistas dos nossos pequenos, a partir de 1 ano, fazem toda a diferença.

Segundo a jornalista Eliane Brum, as gerações de jovens de hoje tiveram muito mais recursos que seus pais. Parece que valorizamos e nos esforçamos mais para investir no desenvolvimento de nossos filhos. Ao mesmo tempo, esses jovens e adolescentes cresceram acreditando na ilusão de que a vida é fácil, que eles já nasceram prontos e que o mundo precisa reconhecer a sua “genialidade”. Uma geração que cresceu numa redoma protetora que evitou as frustrações e desencantamentos. São crianças que acreditaram que a felicidade é um direito… e não uma conquista! Nas palavras da Eliane, somos uma geração de pais que não conseguiu dizer que viver é para os insistentes.

menino pintandoNos Estados Unidos, a pesquisadora da Universidade de Stanford, Carol Dweck, estuda temas como motivação e perseverança desde a década de 1960. Recentemente, suas descobertas podem esclarecer aspectos da educação das crianças que explicam a postura da geração atual de jovens, descrita por Eliane Brum.

Nos estudos de Carol, ela classificou as crianças em dois grupos:

  • Aquelas que acreditam que o sucesso é o resultado de talento ou de capacidade inata, ou seja, que já nasceu com a pessoa.
  • Aquelas que acreditam que o sucesso é resultado de trabalho duro.

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Música, brincadeira e desenvolvimento

A criança é um ser brincante em desenvolvimento. Um para-raios de sensações e emoções. Ao brincar, fica atenta a tudo o que os seus sentidos captam. E tudo entra na brincadeira! Com os sons, não é diferente.bebês e os brinquedos

Isso acontece desde muito cedo. Além dos sons que surgem ao explorar o espaço e os objetos ao redor, o bebê pesquisa a própria voz e a grande quantidade de sons vocais que consegue emitir.

A nossa relação com o universo sonoro começa antes do nascimento. Quando moradores do útero materno, escutamos os sons que vêm do ambiente e do corpo da mãe: a batida do coração, o som do sangue que corre nas veias, da digestão, da respiração e todos os demais sons provocados pelo funcionamento do corpo. Continue lendo..

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12 dicas sobre Movimento e Aprendizagem a partir de Emmi Pikler

Para a pediatra húngara Emmi Pikler, a conquista autônoma dos movimentos da criança está ligada ao desenvolvimento cognitivo. Um depende do outro: movimentos, relações, sentimentos e cognição, num amadurecimento harmônico da criança por inteiro.
Será que temos a dimensão do que isso significa?  

Anna Tardos e Myriam David, estudiosas da abordagem Pikler, consideram que o movimento enquanto participante da formação da imagem corporal, se constitui na base fundamental do indivíduo. Isso quer dizer que a atividade motora do bebê está diretamente ligada à construção da singularidade da criança e à imagem que ela faz de si mesma.

Paulo Fochi destaca que a forma como permitimos que as crianças atuem nos ambientes preparados por nós, adultos, implica na forma como estão construindo suas competências. Assim, o adulto precisa construir um ambiente positivo para que os bebês se desenvolvam.

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As pesquisas de Pikler e os estudos de Fochi podem trazer aprendizados fundamentais para compreendermos como as crianças pequeninas se desenvolvem e aprendem, em especial aquelas que ainda não caminham. Inspirar-se e adequar os conhecimentos da abordagem de Pikler pode acrescer mais qualidade ao trabalho que fazemos com nossos bebês e crianças pequenas. Continue lendo..

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Crianças agressivas. Como assim?

Como trabalhar com grupos de crianças agitadas? Qual deve ser o olhar do adulto para as “crianças agressivas”? “Crianças agressivas” são assim tão comuns? É possível colocar todos os pequenos no mesmo ritmo? Partindo do pedido de ajuda de uma professora, vamos conversar sobre isso.

Recebemos mensagem de uma leitora apreensiva com algumas crianças de sua turma de 3 anos: preciso de algum texto que fale sobre comportamento muito difícil em crianças do maternal 2, entre 3 e 4 anos… Preciso na verdade de dicas de “ações – atividades” para trabalhar com o meu grupo de 17 crianças de uma comunidade carente e violenta… (S.O.)

Essa é uma situação que causa inquietação, mas é mais comum do que gostaríamos. Vamos percorrer um caminho que possa inspirar soluções consistentes.

Primeira parada: “estamos”, e não “somos”!

Sabe aquela fase em que passamos por situações complicadas e não somos compreendidos? Ficamos nervosos, agressivos e rabugentos, não é mesmo? Mas essa situação é transitória, porque, na verdade, não SOMOS rabugentos ou nervosos, simplesmente ESTAMOS assim.
Com as crianças é a mesma situação. A não ser que haja algum distúrbio de humor, como ocorre com os adultos, as  crianças quando estão “agressivas” ou “violentas”, na verdade, estão atravessando momentos difíceis e frustrantes. Uma vez que reagem dessa forma e são ouvidas, acabam por incorporar o comportamento. Continue lendo..

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Educação pela natureza: uma questão que não sai do papel

O Jornal O Estado de São Paulo, publicou no dia 29/05 uma matéria a respeito da Educação Infantil na cidade (“Creche terceirizada bate recorde em SP”). A reportagem mirou a grande quantidade de creches conveniadas, um formato que é fruto de parcerias entre entidades sem fins lucrativos e o governo municipal. Nessa análise, comparou-as com os centros de educação infantil construídos e geridos pelo governo. Mas esqueceu de apontar uma situação grave e comum a todos os formatos: a falta de natureza em grande parte das instituições.

reportagem jornal estado de são paulo 29-05A comparação entre os formatos revelou que as creches conveniadas enfrentam sérias dificuldades que acentuam diferenças na qualidade da educação infantil oferecida pelo governo:

  • Diferenças no padrão da merenda escolar,
  • Precariedade na manutenção dos prédios,
  • Insuficiência de mobiliário,
  • Regime diferenciado na contratação dos profissionais.

Mas uma situação que se sobressai, não mencionada na reportagem, são as discrepâncias notáveis entre o que preconizam os currículos pedagógicos e diretrizes oficiais para a Educação Infantil e as orientações para a construção e adequação dos espaços físicos das creches. Continue lendo..

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Neurociência, aprendizagem e desenvolvimento infantil – 12 a 18 meses

criança 12 a 18 meses caminhandoOs bebês são pesquisadores. Nascem com a curiosidade e a iniciativa para descobrir o mundo que os cerca. Eles parecem particularmente interessados nas propriedades físicas dos objetos, testando-os com todos os seus sentidos. O que acontece de 12 a 18 meses?

Os bebês também mergulham nos mistérios do próprio corpo. Engajam-se em desafios complicados e, numa insistência brincante, vencem obstáculos e adquirem novas habilidades a cada dia.

Por volta dos 12 meses, estão percorrendo a jornada da fala. Ouvem quem conversa com eles e criam combinações de sons buscando serem compreendidos. Em nenhuma fase da vida do ser humano a atividade cerebral é tão intensa! Pais, familiares e professores, cuidadores desses pequenos e incríveis seres humanos têm o privilégio de presenciar conquistas geniais.

Nessa postagem, os bebês já estão com idade entre 12 e 18 meses. Por meio de Quadros Facilitadores, você poderá conhecer aspectos importantes do desenvolvimento infantil e obter dicas para observar, registrar e planejar um trabalho pedagógico adequado e qualificado. Continue lendo..

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Avaliação PARA a aprendizagem e não DA aprendizagem

O Jornal O Estado de São Paulo (16/05/2016) publicou uma matéria sobre Educação Infantil que mexeu conosco: “Sem boletim, ensino infantil ganha relatório – na falta de provas, escolas investem em avaliar detalhadamente como se dá o desenvolvimento das habilidades cognitivas das crianças”.
A gente se perguntou:
Qual a concepção de infância que permeia essa abordagem de avaliação?
O que se espera do desenvolvimento infantil no âmbito das escolas, numa era marcada pelos estudos das múltiplas inteligências de Howard Gardner?

Reportagem Estado de São Paulo 16-05-1016

Segundo a reportagem do jornal, algumas escolas vêm investindo na elaboração de instrumentos detalhados para avaliar as habilidades e comportamentos das crianças. Questões como reconhecer as letras do próprio nome, contar de 1 a 10, colocar e abotoar o casaco, amarrar os cadarços do sapato e aguardar a vez numa situação social são foco desses relatórios que abordam o desenvolvimento infantil.

A fase da primeira infância, tão pautada pelo contexto familiar e cultural da criança, pela incrível capacidade de pesquisa e pela transversalidade da aprendizagem traz surpresa ao ser tratada de forma unificada, com instrumentos como os citados na reportagem. Continue lendo..

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