Categoria: Desenvolvimento Infantil

Crianças agressivas. Como assim?

Como trabalhar com grupos de crianças agitadas? Qual deve ser o olhar do adulto para as “crianças agressivas”? “Crianças agressivas” são assim tão comuns? É possível colocar todos os pequenos no mesmo ritmo? Partindo do pedido de ajuda de uma professora, vamos conversar sobre isso.

Recebemos mensagem de uma leitora apreensiva com algumas crianças de sua turma de 3 anos: preciso de algum texto que fale sobre comportamento muito difícil em crianças do maternal 2, entre 3 e 4 anos… Preciso na verdade de dicas de “ações – atividades” para trabalhar com o meu grupo de 17 crianças de uma comunidade carente e violenta… (S.O.)

Essa é uma situação que causa inquietação, mas é mais comum do que gostaríamos. Vamos percorrer um caminho que possa inspirar soluções consistentes.

Primeira parada: “estamos”, e não “somos”!

Sabe aquela fase em que passamos por situações complicadas e não somos compreendidos? Ficamos nervosos, agressivos e rabugentos, não é mesmo? Mas essa situação é transitória, porque, na verdade, não SOMOS rabugentos ou nervosos, simplesmente ESTAMOS assim.
Com as crianças é a mesma situação. A não ser que haja algum distúrbio de humor, como ocorre com os adultos, as  crianças quando estão “agressivas” ou “violentas”, na verdade, estão atravessando momentos difíceis e frustrantes. Uma vez que reagem dessa forma e são ouvidas, acabam por incorporar o comportamento. Continue lendo..

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Educação pela natureza: uma questão que não sai do papel

O Jornal O Estado de São Paulo, publicou no dia 29/05 uma matéria a respeito da Educação Infantil na cidade (“Creche terceirizada bate recorde em SP”). A reportagem mirou a grande quantidade de creches conveniadas, um formato que é fruto de parcerias entre entidades sem fins lucrativos e o governo municipal. Nessa análise, comparou-as com os centros de educação infantil construídos e geridos pelo governo. Mas esqueceu de apontar uma situação grave e comum a todos os formatos: a falta de natureza em grande parte das instituições.

reportagem jornal estado de são paulo 29-05A comparação entre os formatos revelou que as creches conveniadas enfrentam sérias dificuldades que acentuam diferenças na qualidade da educação infantil oferecida pelo governo:

  • Diferenças no padrão da merenda escolar,
  • Precariedade na manutenção dos prédios,
  • Insuficiência de mobiliário,
  • Regime diferenciado na contratação dos profissionais.

Mas uma situação que se sobressai, não mencionada na reportagem, são as discrepâncias notáveis entre o que preconizam os currículos pedagógicos e diretrizes oficiais para a Educação Infantil e as orientações para a construção e adequação dos espaços físicos das creches. Continue lendo..

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Neurociência, aprendizagem e desenvolvimento infantil – 12 a 18 meses

criança 12 a 18 meses caminhandoOs bebês são pesquisadores. Nascem com a curiosidade e a iniciativa para descobrir o mundo que os cerca. Eles parecem particularmente interessados nas propriedades físicas dos objetos, testando-os com todos os seus sentidos. O que acontece de 12 a 18 meses?

Os bebês também mergulham nos mistérios do próprio corpo. Engajam-se em desafios complicados e, numa insistência brincante, vencem obstáculos e adquirem novas habilidades a cada dia.

Por volta dos 12 meses, estão percorrendo a jornada da fala. Ouvem quem conversa com eles e criam combinações de sons buscando serem compreendidos. Em nenhuma fase da vida do ser humano a atividade cerebral é tão intensa! Pais, familiares e professores, cuidadores desses pequenos e incríveis seres humanos têm o privilégio de presenciar conquistas geniais.

Nessa postagem, os bebês já estão com idade entre 12 e 18 meses. Por meio de Quadros Facilitadores, você poderá conhecer aspectos importantes do desenvolvimento infantil e obter dicas para observar, registrar e planejar um trabalho pedagógico adequado e qualificado. Continue lendo..

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Avaliação PARA a aprendizagem e não DA aprendizagem

O Jornal O Estado de São Paulo (16/05/2016) publicou uma matéria sobre Educação Infantil que mexeu conosco: “Sem boletim, ensino infantil ganha relatório – na falta de provas, escolas investem em avaliar detalhadamente como se dá o desenvolvimento das habilidades cognitivas das crianças”.
A gente se perguntou:
Qual a concepção de infância que permeia essa abordagem de avaliação?
O que se espera do desenvolvimento infantil no âmbito das escolas, numa era marcada pelos estudos das múltiplas inteligências de Howard Gardner?

Reportagem Estado de São Paulo 16-05-1016

Segundo a reportagem do jornal, algumas escolas vêm investindo na elaboração de instrumentos detalhados para avaliar as habilidades e comportamentos das crianças. Questões como reconhecer as letras do próprio nome, contar de 1 a 10, colocar e abotoar o casaco, amarrar os cadarços do sapato e aguardar a vez numa situação social são foco desses relatórios que abordam o desenvolvimento infantil.

A fase da primeira infância, tão pautada pelo contexto familiar e cultural da criança, pela incrível capacidade de pesquisa e pela transversalidade da aprendizagem traz surpresa ao ser tratada de forma unificada, com instrumentos como os citados na reportagem. Continue lendo..

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Neurociência, aprendizagem e desenvolvimento infantil – 6 a 12 meses

Os bebês são sensíveis às emoções e desde muito cedo são capazes de se expressar…
Os bebês aprendem, essencialmente, imitando os adultos e crianças com as quais convivem.
Os bebês praticam seus aprendizados testando e repetindo as ações e movimento muitas vezes.
Como o professor pode ensinar os bebês e crianças pequenas a partir dessa informação?
Nesta segunda postagem da série Neurociência, aprendizagem e desenvolvimento infantil abordamos a fase dos bebês de 6 a 12 meses.

Quadro Facilitador Neurociencia desenvolvimento infantil

À medida que o bebê cresce e desenvolve a sua musculatura, exercita seus movimentos, vai ganhando controle sobre o próprio corpo, passando de gestos bruscos, “meio estabanados” a movimentos refinados, controlados e com intenção determinada. Continue lendo..

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Neurociência, aprendizagem e desenvolvimento infantil – 2 a 6 meses

O ser humano aprende somente aquilo que lhe parece útil, prazeroso e que faça algum sentido para ele.
Como o professor pode ensinar os bebês e crianças pequenas a partir dessa informação?
Elaboramos uma série de postagens que organiza as informações fundamentais para que os educadores tenham sempre à mão os pontos mais significativos do desenvolvimento nervoso e dicas para observar e planejar sua atuação.

O conhecimento do funcionamento e das estruturas do sistema nervoso avança a cada dia. A área responsável por estes estudos é a Neurociência. Aliar suas descobertas à nossa experiência em Pedagogia e à valorização da história e da cultura de cada criança, enriquece a atuação e favorece o planejamento de um ambiente efetivamente educador.
Com quais culturas estamos lidando?
Qual a história de cada pequeno?
Como funciona o sistema responsável pelas aprendizagens que cada criança fará do mundo?
O que saber, observar e quais as estratégias para trabalhar com o incrível desenvolvimento do cérebro humano?

bebes

Publicaremos uma série de postagens levantando os pontos mais significativos de cada fase do desenvolvimento nervoso, sensorial, motor, da linguagem, da cognição, aprendizagem e da subjetivação (relação e subjetividade): Continue lendo..

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História: Mordida não, Napoleão!

Depois de procurar e não encontrar, escrevemos um pequeno livro digital de história infantil com a temática da MORDIDA. O livro com enredo da Joyce M. Rosset, foi deliciosamente ilustrado por Pietro Nicolodi.

Nesta época do ano as mordidas estão em pleno vapor! Trabalhar essa questão com as crianças exige paciência e dedicação. O educador precisa aperfeiçoar a escuta,  manter o radar ligado e ensinar aos pequenos alternativas para expressar as suas frustrações. Conversar com o grupo sobre esse tema também ajuda. As histórias contadas nas rodas são um bom disparador para colocar todos, mordedores e mordidos, na conversa. 

Livro Mordida Não Napoleão (clique no título para baixar o PDF) fala de um menino que descobre a própria boca. Ao ser mordido pelo seu cachorro pequenino, percebe que a boca pode também machucar. A história sugere paradas ao longo do enredo com perguntas que colocam a turminha para pensar e falar.

Você pode imprimir as imagens, montar o livrinho e ler para as crianças. Também pode imprimir versões menores para deixar à disposição dos pequenos nos cantos de leitura. Desse modo, a história e o contexto passarão a fazer parte do acervo intelectual da turma.

Bom proveito!

capa 1 livro Mordida não Naoleão Continue lendo..

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Socorro, minha turma é difícil!

Frato Creche não é um cabideiroNossas crianças são brincantes, alegres, energéticas, corporais, cheias de iniciativas e exploradoras do mundo que as cerca! Mas, às vezes olhamos para a nossa turma e pensamos: acho que fomos sorteados! Que turma difícil!

Enxergamos uma reunião de diversos perfis: o hiperativo, com o endiabrado, com o líder, com a esperta, com o agressivo, tudo num filme que poderia se chamar “Os Sem-limite”!
Você já se sentiu assim?
Com essa reunião de personalidades marcantes, o dia a dia fica denso, cansativo, imprevisível e dá uma sensação de que não conseguimos produzir nada com a turma. Continue lendo..

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Trauma infantil: uma caminhada de mãos dadas com a criança

O trauma infantil é uma realidade que lidamos no dia a dia da Educação.
Como ficar sensível ao sofrimento das crianças que vivem situações traumáticas?
Como desenvolver um trabalho que contribua para fazer brotar suas capacidades e empoderá-las? 

crianças 1Ao atravessar momentos de pesar, a tristeza fica evidente. Porém, ao vivenciar o trauma, os sintomas expressos pelas crianças podem dificultar a correlação com os acontecimentos traumáticos. Na verdade, alguns comportamentos das crianças em sofrimento – frustração, impaciência, dificuldade de concentração, de seguir regras e de se relacionar – podem ser confundidos com outras questões, dificultando a aproximação mais adequada dos adultos ao problema real.

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Professoras sabidas: seis dicas práticas para a adaptação

A adaptação dos pequenos na creche é motivo de ansiedade para pais, equipes pedagógicas e crianças. Temos muita pesquisa e fundamentação que precisa ser estudada, refletida e experimentada pelos professores para alicerçar o trabalho nessa etapa. O Tempo de Creche tem publicado uma série de postagens que valem a visita.

Mas alguns professores desenvolvem práticas comprovadas pela experiência que ajudam e podem inspirar outros profissionais. Vamos a seis delas:

criança no colo da mae 21- Na hora da chegada à creche, se a criança estiver no colo da mãe ou do responsável, NUNCA tire ela diretamente do colo! Não faça o papel de quem separa o pequeno de sua mãe! Peça para o responsável colocar a criança no chão e aí você pode pegá-lo e colocá-lo no seu colo.

 

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