Categoria: Desenvolvimento Infantil

Jornada da identidade numa prática de berçário

As professoras Fabiana Guimarães Santos e Sandra Ferrari, do CEI Nossa Turma, SP, planejaram sequências didáticas para desenvolver a IDENTIDADE com sua turma de 18 meses, ao longo do segundo semestre de 2014.

IMG_7298Após 6 meses com o grupo, os pequenos estavam adaptados à creche e à rotina da instituição. Exploradores, conheceram e se apropriaram dos espaços, das relações e dos materiais oferecidos em propostas de atividades sempre desafiadoras.

Em agosto as professoras perceberam o quanto esses pequenos cresceram! Muitos passaram a falar com desenvoltura, ampliando as possibilidades de se comunicar e contribuir; o equilíbrio de ficar de pé, caminhar e correr favoreceu pesquisas mais elaboradas; o interesse pelas narrativas ampliou a atenção e o prazer dos momentos de contação e leitura de livros.

A equipe suspirou de satisfação e notou: eles também estão cientes desse desenvolvimento! Numa proposta com fantasias, o espelho exacerbou as diferenças. As fantasias alteraram a visão de si e do outro. Continue lendo..

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Identidade: a jornada do EU

Uma das grandes conquistas da criança em seu processo de desenvolvimento é o início da construção da própria identidade. Mas, se refletirmos profundamente sobre esse tema, percebemos que a identidade leva uma vida inteira para ser construída!
brincadeira com bonecosQuem sou eu?
O que eu gosto?
O que eu não gosto?
Como eu me cuido?
Como me relaciono?
O que é importante para mim?
O que me diverte?
E muitos etc. para conduzir uma jornada de décadas de autoconhecimento!

Contudo, esse caminho tem seu início quando o bebê vem ao mundo e experimenta as sensações, emoções e aprendizagens que faz do seu entorno. Assim, o roteiro interminável das perguntas acima é formulado desde sempre! Continue lendo..

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Criança: no singular e no coletivo

Janeiro é o período da adaptação das novas crianças. É também o momento de planejar as formas de apresentar o novo para as crianças que voltam das férias. Tem muito a ser pensado para fazer os pequenos se sentirem bem e integrados na nova etapa de suas vidas. Nesta postagem, Tempo de Creche lembra a importância dos momentos individuais e coletivos de cada criança.

Uma mudança importante na vida da criança de 0 a 6 anos é o movimento de saída de seu mundo familiar para o mundo coletivo da creche. A percepção desta coletividade tem dois lados: a perda da individualidade  e a possibilidade de interação com as outras crianças nos encontros do pátio, nas refeições, nas brincadeiras, nos cantinho do faz de conta da sala, nas atividades de arte…

Como a criança vive sua singularidade e o coletivo?

Singular 1Quando a criança está em seu mundo particular, em um momento só seu de pesquisa, as descobertas acontecem no campo da experimentação. Envolvida no seu fazer, a criança está vivenciado a cada segundo o que surge à sua frente. Está imersa e as ações trazem significados para ela. Como diz o pedagogo e filósofo espanhol Jorge Larossa Bondia, significativo é o que fica gravado em nós, passa a fazer parte de nós e só a experimentação possibilita isto. A construção de uma pessoa vem da soma das pequenas experimentações, sendo as primeiras na educação infantil. Continue lendo..

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Base Nacional Comum Curricular: a criança como protagonista

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Vamos refletir sobre mais uma questão levantada no texto provisório da Base Comum: o PROTAGONISMO da criança. Leia a matéria e responda à enquete contribuindo com a sua visão. Continue lendo

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Um relato sobre relações e aprendizados na prática de Reggio Emilia

livro Tornando visível a aprendizagemRegistro e Documentação Pedagógica são ferramentas imprescindíveis para dar contorno ao trabalho pedagógico desenvolvido em Reggio Emilia. Diversos relatos publicados em livros podem ilustrar a forma como as equipes pedagógicas realizam suas práticas, os registros e as reflexões provenientes da análise desses materiais. Destacamos um relato do capítulo Uma mensagem de grupo, extraído do livro Tornando visível a aprendizagem: crianças que aprendem individualmente e em grupo  para aprofundar o olhar sobre as relações, as conquistas de um grupo de crianças e de sua professora.

Numa das escolas de Reggio Emilia é desenvolvido um projeto permanente de Caixas de Correspondência (ou de comunicação à distância). Todos participam: crianças, professoras, atelieristas e cozinheiras. São caixas individuais, uma para cada criança e profissional da equipe. Continue lendo..

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Palavra de… Sylvia Nabinger: filosofia e práticas Emmi Pikler

Hoje, por todo o Brasil, acontecem estudos, reflexões e discussões sobre a Base Nacional Comum Curricular e as práticas pedagógicas na Educação Infantil. Nesse contexto, no próximo mês, em Florianópolis e São Paulo, Anna Tardos, Agnès Szanto Feder e Myrtha H. Chokler compartilham com os professores da primeira infância a filosofia Emmi Pikler.
Tempo de Creche vem aprofundando a discussão sobre os cuidados e a educação de bebês numa série de postagem.  Nesta publicação conversamos com a presidente da OCIP Acolher, Sylvia Nabinger, uma das pioneiras na implementação desta filosofia no Brasil. 

Bebês, uma aventura passo a passo na visão de Emmi Pikler

Tempo de Creche – Como a filosofia Emmi Pikler vê o bebê?
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Sylvia – O bebê experimenta a aventura, descobre tateando, reproduz, coordena cada aquisição à medida que segue seu caminho, enfatizava Emmi Pikler. Essa afirmação mostra a importância de respeitar todas as manifestações espontâneas do bebê, a ordem e o ritmo de seus aparecimentos. A continuidade desse processo, em que o bebê é ator e autor, aponta para o significado de que o exercício de cada passo, não apenas prepara, mas serve de base para o passo seguinte: “é importante não contrariar esse processo interferindo ou expondo o bebê a posturas que ele ainda não descobriu sozinho ou que ainda não é capaz de adotar, retirando assim sua alegria de descobrir por si próprio e sentir segurança em suas próprias capacidades”.  Segundo Myrtha Chokler adiantar as posturas é adiantar os fracassos. Continue lendo..

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Choro frequente e que não para… por quê?

O choro insistente e frequente das crianças pequenas desespera…
Choro é uma linguagem utilizada e conhecida por todos os seres humanos na primeira infância, mas vamos perdendo essa forma de comunicação e conquistando outros recursos para expressar nossos sentimentos e também controlá-los.

Chorar pode significar uma série de situações desconfortáveis e um pedido de ajuda num momento em que a vida é dependente dos cuidados e das relações amorosas com os adultos.

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Quais os prováveis motivos?
Bebes e crianças pequenas choram porque estão frustradas por não alcançarem algo, perturbadas com muita luz e barulhos, entediadas com um cenário sempre igual. Podem chorar por que estão com fome, com a fralda encharcada ou suja, estão cansadas, com sono, com cólica e, portanto, a mais óbvia das causas: por problemas relacionados à fisiologia. Continue lendo..

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Birra ou o aprendizado de lidar com a expressão das emoções?

Não é raro notarmos atitudes que chamamos de birra, descontrole e falta de limite nos pequenos do grupo. Essas questões estão relacionadas à habilidade de lidar com os sentimentos que, como outras habilidades, devem ser exercitadas, aprendidas e desenvolvidas. Ela começa a se desenvolver no nascimento e continua como um processo durante toda a infância e adolescência. Este aprendizado é a capacidade de reconhecer, expressar e lidar com emoções intensas de forma adequada e oportuna.

Birra

Saber lidar com emoções intensas é uma habilidade conquistada aos poucos, fundamental para o desenvolvimento saudável. Ele favorece as relações, as ações  cooperativas, a lidar com as frustrações e a resolução de conflitos. Os pequenos aprendem essas habilidades por meio de interações com os adultos, e as orientações de pais e educadores com exemplos e explicações claras e gradativas. Continue lendo..

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Por que criança morde? 12 Soluções!

mordida de criançaMorder é um comportamento muito comum entre as crianças. Isso significa que existem muitos educadores e pais preocupados com a questão. Então … você não está sozinho! A boa notícia é que há muito a fazer para reduzir e até eliminar as mordidas.

Para preparar o terreno e resolver com eficácia este desafio, antes de tudo, evite chamar ou pensar nas crianças que mordem como os “terríveis” ou maus elementos! Peça aos outros também que não se refiram a elas dessa forma. Rotular as crianças pode realmente levá-las a assumir a identidade que lhes é atribuída, o que intensifica o comportamento de morder em vez de eliminá-lo.

Crianças mordem a fim de lidar com um desafio ou satisfazer uma necessidade. Por exemplo, a criança pode estar mordendo para expressar um sentimento forte (como frustração), comunicar a necessidade de espaço pessoal (talvez outra criança esteja muito perto!) ou para satisfazer uma necessidade de estimulação oral. Tentar compreender a causa “invisível” das mordidas vai ajudar a desenvolver uma estratégia mais eficaz para eliminar o comportamento. Pergunte-se: Continue lendo..

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Em que língua falo com minhas crianças?

Balão-Dúvida-pComo contribuir para que as criança se comuniquem?

Às vezes é frustrante notar alguns pequenos com estado de espírito fragilizado e não conseguir “ser um ombro amigo”.  Acolhemos nos braços, tentamos conversar, mas percebemos que a criança tem o que falar e não consegue se expressar. 

Linguagem do corpo

Não é fácil para nós, adultos, traduzir sentimentos e emoções em palavras. Que dirá para as crianças em pleno amadurecimento global.

Nos encontramos, então, numa encruzilhada entre a disposição para ajudar e a dificuldade em dialogar.

Balão-Dúvida-pEssa situação tem solução?
Como resolver a questão? Continue lendo..

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