Wallon: teoria e prática dos estágios do desenvolvimento da criança

A experiência do professor embasa e qualifica sua ação.
Mas a teoria alicerça e fundamenta a experiência.
Na semana em que celebramos a Educação Infantil, preparamos tabelas organizadoras dos marcos do desenvolvimento das crianças, inspiradas nos estudos de Wallon.
A experiência prática do professor certamente contribuirá para uma leitura proveitosa e contextualizada da teoria do grande pensador francês, para embasar reflexões e planejamentos de atividades.

Henri Wallon, médico, filósofo e psicólogo francês, viveu de 1879 a 1962. Foi defensor do interacionismo, uma abordagem que entende que os indivíduos se desenvolvem a partir de suas características biológicas, em interação com o meio onde vivem (ambiente e pessoas). Autor da Teoria Psicogenética do Desenvolvimento, Wallon propõe uma série de estágios do desenvolvimento, que podem ajudar o professor a compreender os processos de aprendizagem das crianças e adiantar as possibilidades das fases posteriores. Para o pesquisador francês, os estágios não são etapas rigidamente estabelecidas, porque os conflitos internos e externos das crianças promovem reviravoltas que compõem os percursos individuais.

OS EIXOS DA TEORIA:

  • Os indivíduos são formados pela INTEGRAÇÃO do corpo com o ambiente.
  • São constituídos por uma parte afetiva, uma parte cognitiva e uma parte motora. TUDO INTEGRADO E MISTURADO!
  • As crianças se desenvolvem em estágios.

A partir desta faixa etária a criança ruma para diversos níveis de abstração até que possa classificar as vivências e aprendizagens em categorias. “A organização do mundo em categorias bem definidas possibilita uma compreensão mais nítida de si mesma”. (Mahoney e Almeida)

Ao identificar as características gerais de cada fase do desenvolvimento, o professor pode compreender e aceitar diversos comportamentos infantis como típicos e naturais e prever o que está por vir.

PARA SABER MAIS…

Bibliografia consultada:

Laurinda Ramalho de Almeida – Contribuição de Henri Wallon para o trabalho do coordenador pedagógico, no livro O coordenador pedagógico: provocações e possibilidades de atuação. Edições Loyola, 2012.

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