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Final de ano: oportunidade para as arrumações na sala e faxina nos brinquedos!

Ao aproximar-se o final de ano, o movimento é grande e são muitas as obrigações, arrumações e afazeres, tudo à beira de um período de festas e comemorações. Mas ainda temos um grupo de crianças que continua frequentando a escola. O que fazer de diferente com essa turminha?

Sentimos no ar uma mudança no espírito, esses meses de final e início do ano têm uma atmosfera diferente…
Nessa altura as crianças estão mais amadurecidas e integradas. Os maiores e os menores se conhecem e brincam juntos. Os espaços da escola são familiares e os materiais também. A autonomia está em pleno exercício. Porém, o papel do professor não entrou de férias. Ainda é preciso aproveitar o tempo com as crianças e criar ambientes de aprendizagem.

Que tal propor uma nova organização do espaço e a redistribuição dos materiais!

Para unir o útil ao agradável, pense em transformar a organização dos materiais em brincadeira! E quanto aos brinquedos velhos, incompletos e quebrados, será que eles podem ser reaproveitados?

Aqui vai uma sugestão que pode ajudar o professor a encontrar um caminho interessante para os poucos dias que restam no ano…

Levantamento, separação e organização

Junte todos aqueles brinquedos e partes de brinquedos que não vão ocupar as prateleiras de destaque no próximo ano. Você pode solicitar os descartes de outras turmas e até mesmo os da cozinha (cuidando para não incluir vidros, facas e outros itens perigosos).

Prepare caixas de papelão de diferentes tamanhos, arrumando-as nos cantos da sala.

A dica é colocar todo o material que será rejeitado sobre um tapete, tecido, lona plástica ou folha grande de papel e convidar a turma para separar e guardar nas caixas.

Para os pequeninos, entre 18 e 24 meses, tudo vale. Ainda é complicado fazer seleção e classificação. Porém, se o grupo já começar a nomear cores, compreender as relações entre objetos como carrinhos, bonecas, copinhos e pratinhos, é possível lançar o desafio de guardar os materiais de acordo com algumas classificações.

A partir dos 24/36 meses, já é possível levantar com o próprio grupo os critérios para organizar o material nas caixas. Você pode começar a proposta sentando em roda, em volta da pilha de objetos, e aquecer a turma: olhem o que temos no meio da roda!

Depois prossiga com perguntas que desafiam a memória e as narrativas:

O que vocês veem ai?
Alguém já brincou com esses objetos?
O que fizeram?
Qual gostam mais?

Faça a mediação da conversa, procurando dar voz a todos que queiram se manifestar e ajudando a organizar as frases e os pensamentos.

Se a conversa se esgotar (ou se não surgir outra proposta de brincadeira, contação de história a partir dos objetos etc., etc., etc.), pergunte como seria possível arrumar todos os objetos nas caixas vazias que estão na sala. Dê tempo para que pensem. Refazer a pergunta de outra maneira ou usando outras palavras pode ajudar. Se ainda não houver contribuição, sugira:

E se usarmos uma caixa para guardar coisas de bonecas, quais objetos podemos colocar nessa caixa? (e coisas de carrinho? E peças de quebra-cabeça? E coisas de cozinha? E bichos?…)

Defina com os pequenos e comecem a organizar. Você pode colar com fita adesiva um exemplo de cada critério combinado na lateral das caixas para facilitar a identificação.

Em cada caixa, um novo universo de brincadeiras

Cada conjunto de restos de brinquedos e outros objetos certamente se transformará em novas brincadeiras. Novas combinações entre os materiais inspiram outros desafios. Ao unir isso com aquilo, é possível provocar novas criações e faz de conta. Sugerimos aprofundar a pesquisa em cada uma das caixas organizadas separadamente, acrescentando novos materiais para ampliar as investigações.

Animais

Por exemplo, se houver uma caixa com bichos de brinquedo, uma boa sugestão é fornecer materiais para que as crianças construam pequenos ambientes naturais em suas brincadeiras.

Para os bichos terrestres, faça cantos com bandejas plásticas ou de isopor, caixas baixas ou pedaços de cartolina. Passeie com a turma para coletar terra, areia, gravetos, folhas e pedras. Organize o ambiente separando as bandejas, as plantas, gravetos, pedras, areia, terra e os animais de brinquedo.

Então, não se esqueça de pegar o gancho nos interesses para fazer perguntas desafiadoras:

O que você quer fazer? Como pensa em fazer? Quem pode ajudar? Vamos descobrir juntos?

Para os bichos aquáticos, aproveite o calor e o pátio. Organize bandejas plásticas e bacias, pedras, areia, baldes de água e recipientes para as crianças transportarem a água para os seus pequenos ambientes.

Barquinhos podem inspirar novas brincadeiras. Os de papel também servem!

Temos pinguins, baleias e ursos? Que tal acrescentar pedras de gelo ao faz de conta? Você pode fazer gelo de diversos formatos, tamanhos e cores, congelando a água em potes de iogurte, margarina etc.

→ Carrinhos, caminhões e outros meios de transporte

Para explorar esses brinquedos, os circuitos são uma boa opção. Tiras de papel, papelão e cartolina podem fazer as vezes de ruas. Caixinhas podem se transformar em construções da cidade e até em montanhas. Pequenos pedaços de taboa ou papelão rígido podem ser pontes e viadutos. Deixe que as crianças pesquisem e descubram. Faça perguntas ajudando-as a criar e solucionar os problemas que encontram no seu fazer.

→ Panelinhas e coisas de cozinha

Um pouco de arroz, feijão, outras sementes e até pedras de vários tamanhos podem fazer as vezes da comida. Argila, terra, areia e água são quitutes para os pequenos cozinheiros. Prepare o ambiente e deixe a brincadeira correr!

Instigue preparações para ocasiões especiais: aniversários, festas dos brinquedos preferidos, pratos da tradição local como vatapá, pato no tucupi, pizza…

 

→ Construções inusitadas

Peças de jogos de montar e quebra-cabeças, partes de carrinhos e bonecas, pedaços de lápis, potinhos… podem ser ressignificados e se transformarem em materiais para construir. Com cola e fita adesiva desafie a turma a fazer montagens e construções. Você pode organizar pedaços de cartolina, papel cartão ou caixas para servirem como suporte.

 

Separação e organização dos materiais para o próximo ano

E o que fazer com os materiais em bom estado?…
…Sabe o que fazer naquele dia super quente?

Separe todos os brinquedos que podem ser lavados. Organize bacias e escovinhas para que as crianças limpem os materiais antes das férias. Se quiser, pode introduzir detergente, sabão de coco ou sabonete líquido – lembrando que a espuma e as bolhas também dão pano para a manga!

Arrume um lugar para que os objetos lavados sequem. Separe caixas de papelão para separar, classificar e guardar.

Se a brincadeira der certo você pode organizar um outro dia para lavar os materiais de pintura, como pinceis, potinhos e caixas plásticas. Prepare-se para água e espuma colorida!

Experimente o trabalho de limpeza e organização com os pequenos. São muitas possibilidades de brincadeira, pesquisa, cuidado e conquista de autonomia.

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O encantamento das brincadeiras com barcos

Tempo de verão pede água!
Lagos, rios, mares, tanques e até recipientes com água atraem o olhar nos dias de calor. A transparência, o movimento, a cor e a lembrança das sensações refrescantes invadem a imaginação. Um brinquedo que pertence a esse universo, desde que infância é infância, são os barcos. Meticulosamente elaborados, construídos com materiais acessíveis ou até os mais simples, de papel, desafiam os movimentos e a criação de estratégias para compor enredos de aventuras.

Barcos feitos com caixasNeste semestre, alguns professores em formação com a equipe do Tempo de Creche (pelo Programa Desafios IMPAES 2017) arriscaram resgatar as brincadeiras com barcos em sequências didáticas que deram muito o que pensar…

O pensar dos professores…
Os professores foram desafiados a pensar sobre a cultura da brincadeira tradicional para levantar histórias e informações interessantes e alimentar a imaginação e os saberes das crianças. Pesquisaram materiais e testaram estratégias para construir os barcos. Os professores também planejaram os cenários para que as brincadeiras acontecessem: bacias, baldes, bandejas e calhas com água azul para encantar e aproximar das ilustrações dos livros.

Construção de barcos de brinquedo

O pensar das crianças…
brincando com barcos com calha
O antigo meio de transporte foi trabalhado com as turmas por meio de livros de histórias, imagens e filmes pesquisados na internet. As rodas de conversa propuseram um diálogo sobre os materiais e os modos a serem utilizados na construção das embarcações.

Com barcos prontos e crianças preparadas e ansiosas, as experiências foram intensas! Cada turma vivenciou um cenário diferente, já que o clima, os espaços das creches e as faixas etárias das turmas variaram: Continue lendo..

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Baralho Corporal para desafiar o corpo

Brincadeiras que desafiam a percepção sobre o próprio corpo, equilíbrio, orientação e ocupação do espaço são momentos apreciados pelas crianças e favorecem amplas aprendizagens.

brincadeira baralho corporal Nelson Mandela 1

Se a questão é desafiar o corpo, que tal esta sugestão?

A professora Leny, da Turma da Onça, da EMEI Nelson Mandela, SP, propôs a brincadeira do Baralho Corporal para o seu grupo.

A proposta é simples mas rica, e as crianças adoraram.

A professora organizou uma série de cartelas com bonequinhos que representam esquemas de posições do corpo – esse tipo de ilustração usada para orientar quem faz ginástica e outros esportes. Cada imagem é uma provocação para desafiar o corpo e a mente. Continue lendo..

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Fazer uma vez é o mesmo que não fazer!

Planejar propostas de atividades repetidas para crianças é cair na mesmice? É bom ou ruim para elas? Fazer atividades uma só vez constrói saberes?

Vamos pensar um pouco: imagine que você chegou numa ilha onde as plantas, os animais, a comida, a língua, a música, a arquitetura e os costumes são muito diferentes dos seus.

Um passeio de 24 horas é suficiente para conhecer um mundo tão diferente? Um dia basta para ter ideia do que acontece por lá?

crianças modelando argila

A primeira etapa da vida do ser humano é como uma viagem a um mundo desconhecido. Nos primeiros anos os pequenos poderiam dizer “muito prazer em conhece-lo” a toda hora, porque tudo é novo e está sendo observado, explorado e conhecido. Continue lendo..

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O dia a dia da creche e a Rotina: o que pensar e por onde começar?

Uma professora nos escreve para auxiliá-la na orientação da rotina, pois trabalha com crianças de 3 a 4 anos e fica em dúvida de como e que conteúdos, eixos contemplar na mesma.
Quando o tema é Rotina, o que estamos pensando? Como a definimos?

Rotina

Existe um modelo pronto aplicável a todas as creches e escolas de Educação Infantil?

Não!

Se definirmos rotina como a organização do desenvolvimento que abrange o trabalho diário de professores e crianças, estamos falando em como levar em conta as concepções pedagógicas, a percepção de tempos, espaços e sua relação com as organizações da ação do professor e das crianças. Continue lendo..

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Apoiamos as iniciativas das crianças?

A cada dia nos surpreendemos com as habilidades e as iniciativas das crianças pequenas. Curiosas e investigativas, experimentam o que está ao seu alcance. Ao valorizar esse espírito, contribuímos para formar bons estudantes e profissionais competentes. Será que a nossa prática dá espaço ao entusiasmo da infância?

quem disse que eu não consigo

Quanto menor a criança, maior o entusiasmo e o afinco em pesquisar, construir, encaixar, desmontar, saltar, ultrapassar, transferir, esvaziar, atirar, amassar, criar… Um sem fim de ações ousadas que a leva a experimentar e aprender.

Porém, à medida que as crianças crescem, percebemos que esse ímpeto diminui. Já não se atrevem com frequência a realizar tarefas que não tem familiaridade, não se interessam por desvendar mistérios e vão se conformando com um repertório limitado de brincadeiras. Continue lendo..

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Cantos de atividades diversificadas e Jogos heurísticos: muitas brincadeiras!

Como alimentar a curiosidade e atender aos interesses intermináveis das crianças?

Os cantos de atividades diversificadas nascem da perspectiva de considerar a singularidade de cada criança, que é capaz de escolher entre algumas possibilidades, porque têm interesses próprios. Reunimos uma lista de postagens já publicadas que podem facilitar a busca e o aprofundamento destes temas.

Shangri-la 15

Você também pode estar se perguntando: Os bebês também escolhem?
Leia as matérias abaixo e responda a sua pergunta!

Jogo Heurístico 11

A partir das sugestões apresentadas, arrisque, crie, proponha desafios e acompanhe o desenvolvimento interessado e participativo das crianças.

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Final de ano com as crianças: oportunidade para organizar e reutilizar

Chegamos a mais um final de ano movimentado, com obrigações, arrumações e afazeres, tudo à beira de um período de festas e comemorações. Mas ainda temos uma turminha de crianças que continua frequentando a escola. O que fazer com esses pequenos?

materiais-organizadosNessa altura as crianças estão mais amadurecidas e integradas. Os maiores e os menores se conhecem e brincam juntos. Os espaços da escola são familiares e os materiais também. A autonomia está em pleno exercício. Porém, o papel do professor não entrou de férias. Ainda é preciso aproveitar o tempo com as crianças e criar ambientes de aprendizagem.

Para unir o útil ao agradável, já pensou em transformar a organização dos materiais em brincadeira? E quanto aos brinquedos velhos, incompletos e quebrados, será que eles podem ser reaproveitados?

Aqui vai uma sugestão que pode ajudar o professor a encontrar um caminho interessante para os poucos dias que restam no ano.. Continue lendo..

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Experiência: rola, enrola e pinta!

pintura com rolos e plástico bolhaCom as crianças voltando das férias, o gás para aventuras e novas pesquisas está renovado. E dá-lhe buscar inspiração para acompanhar a turma. Pesquisamos uma técnica interessante para pintar, provocar e trabalhar a criatividade e a motricidade.

Rolinhos de Plástico Bolha

Rolar, enrolar, girar e torcer: uma categoria de movimentos divertidos que as crianças pequenas gostam de fazer. Uma pista para o professor mediar e ampliar.

I – A dica é começar a trabalhar o corpo todo e depois passar para as mãos. Pesquise e selecione uma música provocante – se tiver na letra uma referência aos movimentos de enrolar e girar, melhor! Apresente para os pequenos e mergulhe na dança. Gire o corpo, deite no chão e role, use os braços para fazer movimentos circulares e, sem falar, convide os pequenos a se inspirarem nos seus movimentos. Crianças começam a aprender imitando. Continue lendo..

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Dedoche: uma experiência de expressão e relação

O final do ano já se avizinha! As brincadeiras já estão mais do que conhecidas? Que tal inovar, trabalhando expressão, identidade, relações e faz de conta com dedoches pintados nos dedos?

A nova estação traz mudança de espírito… Com a passagem da primavera para o verão, o sol brilha cada vez mais forte, e as crianças estão cheias de energia e curiosidade. Essa disposição também contamina os educadores, que procuram novidades para introduzir e ampliar as possibilidades de brincadeiras.

Dedoche

A linguagem das crianças é o brincar…
O desenvolvimento da capacidade de se relacionar depende, entre outras coisas, de oportunidades de interação com crianças da mesma idade, com as de idades diferentes e em diversas circunstâncias. Pensar em situações que facilitem as oportunidades de interação demanda planejamento. Continue lendo..

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