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Barro e argila: lugar de honra nas culturas da infância

Publicamos a postagem Qual o lugar da modelagem no desenvolvimento das crianças? para começar uma conversa sobre a modelagem na educação infantil. Agora convidamos a artista-educadora Beatriz Nogueira (Bia) para mexer num ponto importante dessa questão: qual a nossa relação com o barro? Costumamos experimentar trabalhar esse material? Brincar com ele? Sentir de todas as suas características? … tudo isso para poder apresentá-lo para as crianças! Bia explica os percursos de um trabalho formativo desenvolvido com professores e as dicas para colocar a argila no lugar de honra na rotina da educação infantil.

Na voz da Bia…

Que tal recorremos às memórias pessoais das brincadeiras com o barro? Se abrirmos nossas bagagens, encontraremos lembranças das experiências que vivemos, seja debaixo de uma forte chuva, onde deixamos as marcas dos pés num lamaçal, seja pisando no fundo fofo e barrento de um rio ou mesmo da beira mar. Brincadeiras de fazer buracos, muros, castelos, riscando com gravetos ou simplesmente afundar os dedos dos pés sem mais nem porque.

Tal como a areia, o barro é presença fundamental nas culturas da infância e podem ser inúmeras as maneiras para aproximar barro e argila do cotidiano das crianças na escola.

Participei de um encontro de formação para educadoras e educadores da educação infantil a convite da equipe do Tempo de Creche e decidimos dedicar uma postagem para compartilhar as ricas experiências que vivenciamos naquele dia. Espero com essa partilha fomentar ideias que provoquem novas inspirações.

BARRO E ARGILA: IGUAL OU DIFERENTE?   Continue lendo..

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Qual o lugar da modelagem no desenvolvimento das crianças?

São inúmeras as possibilidades expressivas oportunizadas para os pequenos no dia a dia da educação infantil, e as diferentes técnicas e linguagens artísticas não precisam ter limites entre uma e outra. Para a pesquisadora Rhoda Kellogg, a linha, por exemplo, está presente tanto no desenho das crianças quanto na modelagem. Nesse contexto, o repertório de atividades expressivas oferecidas nas escolas me inquieta: por que ficamos presos às propostas bidimensionais, como desenho e pintura? Trabalhamos suficientemente as representações tridimensionais com nossos pequenos? É importante que a criança modele? Quais benefícios a experiência com a modelagem provoca nos pequenos? Qual o lugar da modelagem na Educação Infantil?

Segundo estudos promovidos pela UNESCO, as habilidades espaciais estão diretamente relacionadas ao desenvolvimento das habilidades de matemática e de ciências. Apoiada sobre estes resultados, a UNESCO afirma que o desenvolvimento da espacialidade na primeira infância é determinante para que a criança realize operações numéricas por volta dos 8 anos. Continue lendo..

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Modelagem e desenho: conversas entre a bi e a tridimensionalidade

Quando desenham, pintam ou modelam, as crianças trabalham a representação de narrativas. Será que todas essas técnicas são importantes?
É mesmo necessário proporcionar oportunidades para que as crianças pesquisem a bi e a tridimensionalidade?
Conheça a visão das professoras Mariana Isnard Carneiro e Anielle Costa Maruchi, da Escola Vera Cruz, SP, na Palavra da Prática.

Observando a turma de crianças de 3 a 4 anos numa brincadeira com caixas, as professoras perceberam que as construções representavam cenários da casa, em especial, o quarto onde elas dormiam.

Atentas às narrativas que surgiam durante as atividades de desenho, Mariana e Ani notaram que as crianças expressavam o medo da hora de dormir. Como trabalhar essa questão? Como favorecer a expressão das crianças para que elaborem esse sentimento?

Tempo de Creche – Professoras, o trabalho com a bidimensionalidade, desenho e pintura, é comum na Educação Infantil. Já a tridimensionalidade é pouco explorada. Como veem essa questão?

Mariana e Anielle – Para nós, o centro dessa questão é o modo como nos relacionamos com a materialidade das massas e de outros materiais para modelar: as texturas e as sensações que provocam e a potencialidade das pesquisas que eles permitem.

É mais comum trazer a expressividade e a figuração por meio da investigação do desenho. Porém, expressar o pensamento com modelagem é um processo mais complexo.

Tempo de Creche – Quando planejam uma proposta, o que as leva a escolher a pesquisa bi dimensional ou a tri dimensional?

Mariana e Anielle – Nesse projeto [dos medos na hora de dormir] começamos pelo desenho porque pensamos nos registros gráficos. Depois, refletimos que talvez essa linguagem não fosse a melhor escolha para todas as crianças. Então passamos a oferecer concomitantemente as duas possibilidades para que os pequenos pudessem optar pelo modo particular de expressar as narrativas sobre os medos.

Desenho modelagem e narrativa

Tempo de Creche – Vocês observam diferenças nas narrativas elaboradas no desenho e na modelagem?

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