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Leitura de livros para crianças: como e por quê?

Revisitando as principais postagens sobre o tema!

 Pensamos algumas questões para orientar as ideias e levantar sugestões a partir das que apresentamos em diversas postagens sobre o tema. Leitura de livros para crianças, o que é importante?

 

QUESTÕES PARA PENSAR

  1. Que critérios utilizar quando escolher uma história para ser lida para as crianças?

Na postagem Uma preciosa lista de livros infantis , Ângela Aranha nos conta que um dos sabores da vida é ver as descobertas das crianças no contato com a literatura e suas inúmeras linguagens. Salienta que em cada idade a criança está em um momento diferente, por isso é importante entendermos o que ela está explorando e descobrindo para oferecermos o livro mais próximo de seus interesses. Como alguém envolvida com o encantamento dos livros, dá dicas mais que interessantes para cada faixa etária.

Na tarefa de leitura de livros, toda a escola está convidada a participar da escolha de novos títulos para a biblioteca. Na postagem Escolher os livros: um momento de prazer  está indicado vários títulos e dicas para melhor aproveitamento da riqueza que os livros proporcionam.

 

  1. O que fazer quando as crianças não se interessam pela escuta da leitura?

O contato constante e frequente com os livros possibilita o desenvolvimento da atitude leitora da criança
Na postagem 9 dicas especiais para contar histórias, a arte de contar histórias é apresentada em dicas fáceis e “testadas” para que o sucesso deste momento seja garantido.

 

  1. É possível envolver as crianças numa grande brincadeira a partir do enredo da história e vice-versa, isto é, a história nascer da brincadeira?

Na postagem Palavra de Patrícia Auerbach: como ler livros para crianças – Patrícia Auerbach (autora dos livros-imagem O Jornal e O Lenço) conta que ao dobrar o jornal fazer um barquinho, seu filho olhou e disse – Um pirata! e saiu incorporando o personagem.

Sabemos que o momento da roda de leitura é oportunidade preciosa para promover a linguagem oral e o contato com os livros. Porém, como toda e qualquer proposta, é necessário que o professor se prepare para promover diálogos participativos. As crianças precisam de oportunidades para pensar, se expressar à sua maneira e perceber que aquilo que falam tem importância. Diálogo não é monólogo do professor!

Outra postagem que aborda um tema importante é Crianças, famílias, escolas e as palavras apresentando um estudo que comparou a quantidade e a qualidade das palavras ouvidas pelas crianças nos três primeiros anos de vida e a relação com os recursos e o nível educacional das famílias. Esclarece como o ambiente influencia o desenvolvimento da linguagem da criança e indica como contribuir com essa aprendizagem.

Cuidando da qualidade da experiência leitora na Educação Infantil, as atividades de ler e narrar histórias de ficção ou de vida constitui uma experiência humana fundamental para sentir-se parte de um grupo, de uma cultura e ter identidade própria.*

Boas conversas e literatura inspiram, ampliam o repertório de palavras e melhoram o raciocínio, ‘dando sentido ao que somos e ao que nos acontece’ (Jorge Larrosa). Escola e famílias, parceria que potencializa a educação e o desenvolvimento das crianças.

  1. Que livros você gosta de ler para as crianças? Por quê?

Comente e amplie este diálogo!

Textos consultados:

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Em tabelas, o que a criança faz a cada etapa do desenvolvimento

Como acompanhar os avanços e saltos de aprendizagem das crianças?
A resposta não é simples.
Para responder é preciso partir da observação franca, com olhos de quem quer descobrir o mundo ao lado dos pequenos.

Cada criança tem um traço próprio. Histórias e desejos singulares, que caracterizam percursos e ritmos de seu desenvolvimento. Do mesmo modo, cada turma é única e trilha jornadas próprias em direção ao amadurecimento.

Por outro lado, educar crianças pequenas solicita o apoio de referências para orientar o professor:
Como se movimentam as crianças de um ano?
Em geral, como se comunicam as crianças de 2 anos?
Crianças na faixa dos 5 anos podem ter uma formação científica? Podem trabalhar com números?

Poderíamos listar um infinidade de questionamentos que cruzam os caminhos dos professores da Educação Infantil. Profissionais que hoje devem estruturar o trabalho pedagógico sobre um currículo pautado em experiências e afastado de “conteúdos e disciplinas” (ainda bem !).

Para auxilia-los a acompanhar o desenvolvimento das crianças a partir da pesquisa das características das próprias turmas, elaboramos uma série de tabelas com uma visão geral do que as crianças podem fazer em cada faixa etária. Continue lendo..

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Cantos de atividades diversificadas e Jogos heurísticos: muitas brincadeiras!

Como alimentar a curiosidade e atender aos interesses intermináveis das crianças?

Os cantos de atividades diversificadas nascem da perspectiva de considerar a singularidade de cada criança, que é capaz de escolher entre algumas possibilidades, porque têm interesses próprios. Reunimos uma lista de postagens já publicadas que podem facilitar a busca e o aprofundamento destes temas.

Shangri-la 15

Você também pode estar se perguntando: Os bebês também escolhem?
Leia as matérias abaixo e responda a sua pergunta!

Jogo Heurístico 11

A partir das sugestões apresentadas, arrisque, crie, proponha desafios e acompanhe o desenvolvimento interessado e participativo das crianças.

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Crianças não nascem racistas!

O que uma criança pequena genuinamente detesta?
A única coisa que vem à cabeça é parar de brincar. Crianças abominam interromper a brincadeira para comer, tomar banho ou dormir.
E só!

Crianças pequeninas não desgostam de mais nada, mesmo porque o mundo ainda é uma novidade a ser aprendida.

Crianças desenvolvem preferências conforme vão crescendo: gostam mais de uma ou outra cor, preferem alguns alimentos, tem mais prazer ao ouvir certas melodias e até escolhem com mais frequência algumas roupas e brinquedos.

provocação ninguém nasce racista fb

Numa análise mais profunda, é possível compreender que esse “gostar e não gostar” tem origem nas histórias de vida, com as experiências e relações que crianças e adultos vivenciam. Continue lendo..

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Percurso investigativo: o desenho e a zona proximal de desenvolvimento

Encontramos um relato interessante sobre o desenho infantil na faixa dos 3 a 4 anos, lendo a dissertação de mestrado da professora Vanessa Marques Galvani. Ao refletir sobre registros e produções de duas crianças em particular, a professora buscou apoio no conceito de zona de desenvolvimento proximal de Vygotsky,  planejou intervenções e colheu resultados significativos.

Vanessa estava pesquisando a fotografia como suporte para a elaboração de documentação pedagógica, quando percebeu nos registros fotográficos de sua turma algumas particularidades no desenho de dois de seus alunos. Ela notou que o Artur (nome fictício), apesar de reconhecer algumas partes do rosto humano na sua própria fotografia, ainda não conseguia desenha-las sozinho. Já Clara (nome fictício), tranquilamente demonstrava através de seus desenhos uma figuração mais estruturada.

Exercicio de autoretrato Arthur

 

A partir da leitura das produções das crianças e dos registros realizados durante os momentos do desenho, Vanessa identificou que Artur conseguia desenhar algumas partes do seu rosto. Mas, em comparação com os desenhos de Clara, ainda faltavam algumas estruturas. Isso indicava que o menino estava numa zona de desenvolvimento proximal no desenho da figura humana. Partindo desse olhar, planejou estratégias pedagógicas para provocar Arthur e promover o desenvolvimento do seu desenho.

Como Vygotsky nos ajuda a entender esse processo?

Para o psicólogo bielorrusso Vygotsky, existem dois níveis de desenvolvimento infantil.

Exercicio de autoretrato ClaraQuando a criança é capaz de realizar uma determinada ação de forma autônoma, sem nenhum auxílio, ela se encontra zona de desenvolvimento real. Este nível é o resultado de processos de aprendizagens já adquiridas e conquistadas pela criança. Continue lendo..

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Crianças, famílias, escolas e as palavras

Já ouviu falar sobre a defasagem de 30 milhões de palavras?
Essa é a conclusão de uma pesquisa que comparou a quantidade e a qualidade das palavras ouvidas pelas crianças nos três primeiros anos de vida e a relação com os recursos e o nível educacional das famílias.  

Como o ambiente influencia o desenvolvimento da linguagem da criança? Como contribuir com essa aprendizagem?

O desenvolvimento da linguagem e seus efeitos têm sido estudados por um número cada vez maior de pediatras e neurocientistas em todo o mundo. Um artigo lançado neste mês na revista científica americana JAMA Pediatrics  conclui que o número de palavras ouvidas pelas crianças de 0 a 24 meses começa a revelar consequências a partir de 9 meses de idade, e fica mais evidente aos 2 anos. Em resumo, o que a criança escuta desde o nascimento tem influência no vocabulário que ela terá aos 2 anos. As consequências da falta de vitamina da palavra* levam ao atraso na alfabetização, ao desempenho escolar abaixo do esperado e dificuldades sociais e econômicas.

mae-conversando-com-o-filhoHart e Risley, os pioneiros dessa abordagem, eram estudiosos da educação infantil em contextos de pobreza e guerra nos anos de 1960. Frustrados com os resultados inexpressivos das ações que buscavam melhorar o desenvolvimento da linguagem na educação infantil, levantaram a hipótese de que, se a escola estava desenvolvendo um bom programa com as crianças, então as diferenças na qualidade da linguagem deveriam estar associadas ao que acontecia em casa. Assim, decidiram mudar o foco de suas pesquisas investigando o que a criança ouve dos adultos cuidadores (professores e familiares) a partir de sete meses até três anos de idade. Continue lendo..

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Neurociência, aprendizagem e desenvolvimento infantil – 18 a 24 meses

Com 18 meses as crianças já não são mais bebezinhos. Elas executam movimentos mais complexos e coordenados, se deslocam com certa facilidade e suas capacidades intelectuais lhes permitem comunicar sentimentos e desejos por meio da linguagem – gestos, expressões faciais e palavras. Como é o desenvolvimento das crianças dos 18 aos 24 meses? O que a neurociência nos fala sobre esse período?

desenvolvimento-motor-criancas-18-a-24-meses

Por meio de Quadros Facilitadores, organizados a partir da LinguagemMovimentos (coordenação motora global e fina), Subjetivação (emoção e relação) e Cognição, abordamos a jornada de desenvolvimento das crianças entre 18 e 24 meses. Apesar da subdivisão, não podemos perder de vista a certeza de que funcionamos como unidade. Assim, todas as áreas de desenvolvimento (social, emocional, intelectual, linguagem e motora) estão conectadas. Cada uma depende e influencia a outra. Continue lendo..

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Pauta do Olhar: os campos de experiências e a singularidade

Refletir, repensar os mesmos assuntos e enfatizar alguns aspectos para orientar uma prática pedagógica que garanta sempre as vias de mão dupla. Paulo Freire afirmava que quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender. O que estamos aprendendo no momento em que estamos ensinando? Estamos ensinando prevendo respostas certas? Ou estamos ensinando de forma aberta, concedendo tempo e liberdade para as crianças expressarem seus modos singulares de se desenvolver?

imagem para materia do site SEE_ BASE NACIONAL COMUM CURRICULARNesse sentido, achamos que somos chatas e repetitivas porque estamos retomando os Campos de Experiências e a forma como foram abordados os desenvolvimentos das crianças pequenas na 2a versão da BNCC (Base Nacional Comum Curricular).

O Tempo de Creche acredita na importância e necessidade de ampliar o repertório dos seus educadores-leitores, respeitando e balizando os conteúdos pelas diretrizes e documentos nacionais do MEC. Mas não podemos valorizar aquilo que parece fugir do razoável! Assim, não concordamos com a forma como os campos de experiências da segunda versão foram estruturados. Continue lendo..

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O Começo da Vida: um filme sobre infância para encantar e refletir

BebêO que a ciência nos fala sobre a importância dos primeiros 1000 dias do ser humano? Como são os laços de amor e cuidado em torno das crianças da nossa sociedade? Não perca a oportunidade de se apaixonar, se informar, sorrir e chorar com o documentário O Começo da Vida. Aproveite as reflexões da Claudia Siqueira, diretora do Instituto Sidarta, e da equipe do Tempo de Creche, para despertar, discutir e se aprofundar sobre os conteúdos do filme.

Participamos de um “cine debate” sobre o filme O Começo da Vida, a convite do Instituto Sidarta, em Cotia, SP. O sensível filme da diretora Estela Renner nos atravessa. Nas falas de pais, especialistas em Neurociências, economistas, jornalistas, educadores e pesquisadores da Infância, a poesia enche o coração e toca fundo na vontade de refletir e repensar as nossas relações com as crianças até os 1000 dias. Continue lendo..

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Crianças e histórias infantis. Aprendem? Como e por quê?

Com o início do semestre temos uma ótima oportunidade de fazer uma revisão nos materiais de utilização constante pelas crianças como os livros da biblioteca. É parte do processo de introdução ou ampliação dos temas de interesse das crianças a seleção de livros que ficarão à disposição dos pequenos durante certo período. É o fortalecimento da relação crianças e histórias.

Mas como escolher? Histórias fantásticas, de animais ou descrições da realidade?crianças lendo 3

Pesquisadoras Caren M. Walker, Alison Gopnik [da Universidade da Califórnia, Berkeley] e Patricia A. Ganea [da Universidade de Toronto], em estudo recente publicado no periódico científico Child Development, enfatizam a importância das diferentes oportunidades para as crianças de aprenderem informações que elas não podem experimentar diretamente – especialmente no que diz respeito a fenômenos não observáveis, por meio da leitura de ficção.

Sabemos que as histórias nos ajudam, desde muito cedo, a compreender o mundo que nos cerca, mas como isso funciona? É também assim que as crianças aprendem com as histórias infantis? Mas como e por quê?

crianças lendo

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